Serra & Eleições

25/08/2018 — A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu o arquivamento de um inquérito contra o senador José Serra (PSDB-SP). A investigação, baseada na delação premiada do Joesley Batista, da J&F, apura se o político deixou de declarar à Justiça Eleitoral parte das doações recebidas para abastecer a campanha à Presidência da República de 2010. A procuradora-geral afirmou que o prazo de prescrição para o crime é de seis anos e que o suposto crime já estava prescrito desde o pedido de inquérito feito em agosto de 2017 pelo seu antecessor, Rodrigo Janot. Na delação, o dono da J&F disse que doou R$ 20 milhões para a campanha do Serra. Desse dinheiro, apenas R$ 13 milhões foram declarados à Justiça Eleitoral.

20170706Serra & Lava-Jato
17/01/2018 — O senador paulista José Serra está enrolado com a Operação Lava-Jato. Pretenso candidato do PSDB ao governo de São Paulo, o político teria recebido cerca de R$ 52 milhões da empreiteira Odebrecht em contas existentes no Brasil e no exterior. Esse dinheiro teria sido depositado nas contas dele num período estimado de dez anos. Parte desses repasses teria sido feito entre 2009 e 2010 quando o Serra era governado do estado. Esses valores estariam condicionados à liberação de R$ 170 milhões de créditos antigos da empreiteira junto à Dersa, a empresa estatal de transportes. As acusações foram feitas pelo delator Pedro Novis, ex-presidente da Odebrecht, em depoimento à Polícia Federal. As informações constam da edição semanal da revista Veja.

Segundo a revista, o depoimento do executivo detalha pagamentos ao político paulistano. Volta à cena o fantasma do Paulo Vieira de Souza, mais conhecido como “Paulo Preto”, então diretor da Dersa. Ele é apontado como um dos responsáveis pela arrecadação de propina para o ex-governador. Ficou conhecido ao ser citado pela Dilma Rousseff num debate da televisão durante a campanha eleitoral. Pedro Novis afirmou no depoimento que um pagamento de R$ 23,3 milhões foi negociado com o ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra, morto em 2014. Outros seis delatores da Odebrecht também falaram sobre o assunto. Serra nega todas as acusações. Em dezembro de 2017, pediu ao Supremo Tribunal Federal a exclusão dos depoimentos referentes ao período anterior a 2010. Ele alega que as acusações feitas até aquele ano “caducaram” e não podem mais produzir efeitos penais.

jose-serra3Período de Internação
15/07/2015 — O plenário do Senado Federal aprovou o projeto do senador paulista José Serra que altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e aumenta o tempo de internação de menores de 18 anos que cometerem crimes hediondos e homicídio doloso. O prazo máximo da pena passa dos atuais três para dez anos. Aprovado por 43 votos a 13, o texto seguirá agora para a apreciação na Câmara dos Deputados. Pela proposta, os menores infratores que cometerem crimes graves ficarão em uma ala separada dos demais dentro dos estabelecimentos socioeducativos. Até o PT, partido singularmente avesso a Serra, votou a favor da mudança.

cinquenta-anos-esta-noite1Livro Sobre o Exílio
15/07/2014 — Chegou às livrarias brasileiras o livro “Cinquenta Anos Esta Noite”, do economista e político paulistano José Serra. Aos 72 anos, o autor tem uma folha de serviços prestados no Brasil redemocratizado. Foi deputado federal, senador, ministro, governador do estado e prefeito da cidade de São Paulo. Seu livro, porém, trata de um período anterior, no qual sua incipiente carreira pública se viu brutalmente interrompida. Em 1963, ele foi eleito presidente da União Nacional dos Estudantes. No ano seguinte, com o golpe militar, tornou-se alvo de um processo por subversão. Para não ser preso, viu-se forçado a deixar o país, depois de um período exilado na Embaixada da Bolívia. O livro segue a sua trajetória desde então.

joseserra in1Atestado de honestidade
18/06/2014 — A Procuradoria-Geral de Justiça de São Paulo arquivou, por falta de provas, a investigação que apurava se havia envolvimento do ex-governador José Serra (PSDB) no esquema que fraudou licitações de trens e metrô em São Paulo. As informações foram publicadas pelo jornal O Estado de S. Paulo. A cúpula do Ministério Público do Estado descartou a participação de Serra no esquema para sagrar a espanhola CAF vencedora de licitação da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos. Uma perícia anterior já havia descartado participação do ex-governador no cartel. O estudo apontou que um dos cinco projetos, realizados no período de 2007 a 2010, época em que ele esteve no comando do Poder Executivo de São Paulo, não aponta indícios de superfaturamento ou formação de cartel.

serra-charge1JOSÉ SERRA nasceu no dia 19 de março de 1942, na cidade de São Paulo. Nascido em uma família de classe média baixa, é filho de imigrantes italianos que se instalaram no Bairro da Mooca. Estudou engenharia civil na Universidade de São Paulo e ingressou no movimento estudantil nessa mesma época. Foi um dos fundadores da Ação Popular (AP) e foi presidente da União Nacional dos Estudantes. Após o golpe militar de 1964, refugiou-se em embaixadas de outros países. Mais tarde, radicou-se no Chile, onde estudou na Escola de Pós-Graduação em Economia da universidade federal daquele país. Ficou lá até o golpe militar de 1973, quando foi para os Estados Unidos, onde concluiu um segundo mestrado e um doutorado na Universidade de Cornell.

Após 14 anos de exílio, voltou ao Brasil e trabalhou na Unicamp até 1983, quando foi nomeado secretário de Planejamento do Estado de São Paulo. Foi eleito deputado federal durante a Assembleia Constituinte de 1988, na qual conseguiu o maior percentual de aprovação de emendas. Foi reeleito em 1990 com a maior votação do país. Foi um dos fundadores do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) em 1988. Foi eleito senador por São Paulo em 1994 com a maior votação daquela eleição. No entanto, não assumiu a vaga, pois foi nomeado, pelo presidente eleito, Fernando Henrique Cardoso, para o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Também foi ministro da Saúde, condição em que implantou, entre outros, o programa dos medicamentos genéricos.

Foi eleito prefeito de São Paulo em 2004, quando derrotou a então prefeita do PT, Marta Suplicy. Renunciou ao cargo em março de 2006 para concorrer ao governo de São Paulo, tendo sido eleito governador no primeiro turno. Como governador, expandiu as FATECs e ETECs, sancionou a lei antifumo, introduziu as AMEs e criou o projeto Expansão SP. Renunciou, em abril de 2010, ao cargo de governador para ser candidato, pela segunda vez, à presidência da República. Na primeira vez que concorreu, em 2002, foi derrotado no segundo turno por Luís Inácio Lula da Silva e, na segunda vez, em 2010, foi derrotado por Dilma Rousseff, também no segundo turno. Concorreu novamente à prefeitura de São Paulo em 2012. Foi o mais votado no primeiro turno da eleição, mas perdeu o segundo turno para o candidato do PT, Fernando Haddad. Em 2014, foi eleito senador por São Paulo com 11,1 milhões de votos (58,49% dos válidos).

serra3Trajetória política
1983-1986 — Secretário Estadual do Planejamento
1987-1995 — Deputado Federal
1995-1996 — Ministro do Planejamento
1996-2003 — Senador da República
1998-2002 — Ministro da Saúde
2005-2006 — Prefeito de São Paulo
2007-2010 — Governador de São Paulo
2015-2022 —
Senador da República


 

 


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