Natel

LAUDO NATEL nasceu no dia 14 de setembro de 1920, na cidade de São Manuel, Estado de São Paulo. Morreu no dia 18 de maio de 2020 com 99 anos de idade. Fez os estudos formais nas cidades de Mirassol e Araraquara. Depois de terminar o ensino médio, começou a trabalhar no setor bancário. Quando funcionário do Banco Noroeste, conheceu o Amador Aguiar. Essa amizade mudaria para sempre o rumo da sua vida. Quando o amigo fundou o Bradesco em 1943, o seguiu nessa empreitada. Galgou diversos cargos de direção do banco. Nessa condição, tornou-se diretor da Associação Comercial de São Paulo. Em 1952, elegeu-se presidente do São Paulo F. C., cargo que ocupou até 1971. Nesse período, concluiu a construção do Estádio do Morumbi.

Em 1962, elegeu-se vice-governador. Concorreu em faixa própria, pois, no sistema eleitoral da época, o voto no vice era desvinculado. Em 1965, concorreu à prefeitura da cidade de São Paulo, mas perdeu para o brigadeiro Faria Lima. Foi, porém, duas vezes governador do Estado de São Paulo. A primeira, entre 6 de junho de 1966 e 31 de janeiro de 1967, deu-se quando, como vice-governador, substituiu o então governador Ademar de Barros, cassado pelo governo militar. Nesse primeiro mandato, unificou as onze usinas hidrelétricas do estado. Essa unificação deu origem à Companhia Energética de São Paulo. Também modernizou o sistema fazendário estadual. O segundo mandato ocorreu entre 15 de março de 1971 e 15 de março de 1975, elegendo-se de forma indireta, indicado pelo regime militar.

Nesse segundo período, deu ênfase ao desenvolvimento do interior, com o Plano Rodoviário de Interiorização do Desenvolvimento, unificou a malha ferroviária paulista em torno da Fepasa (Ferrovia Paulista S/A), prosseguiu a construção da pista ascendente da Rodovia dos Imigrantes, criou a Sabesp e a Cetesb. Também inaugurou as primeiras estações do metrô na capital e elaborou o plano de desenvolvimento do Vale do Ribeira. Durante o mandato, demitiu por carta o prefeito de São Paulo, José Carlos de Figueiredo Ferraz, devido a inúmeras discordâncias administrativas. Escolhido pelo regime militar, candidatou-se para um terceiro mandato em 1978, mas acabou derrotado na convenção do seu partido (a ARENA) pelo Paulo Maluf. Tentou ser candidato novamente em  1982, mas, nas primeiras eleições diretas pós regime militar, perdeu a legenda do PDS para o Reynaldo de Barros.

20200519


 

 

 



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