martim-francisco in1 Martim Francisco
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MARTIM FRANCISCO RIBEIRO DE ANDRADA nasceu no dia 19 de abril de 1775 e  morreu no dia 23 de fevereiro de 1844, na cidade de Santos, São Paulo.

Irmão de Antônio Carlos de Andrada Machado e Silva e de José Bonifácio de Andrada e Silva (patriarca da Independência), estudou na Universidade de Coimbra, Portugal, em 1798, graduando-se em Ciências Naturais e Matemática. Nomeado secretário do Governo Provisório em 1821, foi um dos que se manifestaram ao príncipe-regente, Dom Pedro, pedindo a sua permanência Brasil. Integrou o primeiro ministério após a Independência, ocupando a pasta da Fazenda.

No cargo, tomou medidas para saneamento das finanças públicas, executou um programa de proteção dos produtos nacionais e evitou empréstimos externos. Quando assumiu o Ministério da Fazenda, encontrou o tesouro completamente exaurido. Era difícil a situação econômico-financeira, agravada com o retorno de Dom João VI e a Corte para Portugal e a decisão de levar todos os valores existentes no Erário Régio e no Banco do Brasil. O saldo existente em caixa era de apenas quatro contos de réis e as despesas urgentes reclamavam recursos vultosos e imediatos. Encarou as dificuldades e acastelado em sua inatacável probidade, venceu-as, uma a uma, com energia, com tenacidade, com patriotismo inexcedível.

Lançou, então, um empréstimo interno para enfrentar a situação e organizou o aparelho fiscal, criando a Administração das Rendas PúblicasNesse período, assinou o decreto de 30 de dezembro de 1822 para que os gêneros da indústria estrangeira, com especialidade de manufatura portuguesa (excluída apenas a indústria inglesa), pagassem nas alfândegas com 24% de imposto. Assinou também o decreto de 4 de fevereiro de 1823, criando uma administração na mesa do consulado para a fiscalização dos impostos do tabaco, do café, etc., seguido das instruções. Essas medidas foram importantes para fazer frente à necessidade de organização financeira do estado brasileiro.

Em 1823, Martim Francisco foi eleito representante de São Paulo para a Assembleia Constituinte. Após a dissolução da assembleia por Dom Pedro I, foi preso junto com outros deputados, sendo exilado depois para a França. Em 1828, regressou ao Brasil, retomando a sua carreira política, como deputado por Minas Gerais, no período de 1830 a 1833. No período de 1836 a 1842 representou São Paulo na Câmara dos Deputados. Voltaria a ser ministro da Fazenda quando Dom Pedro II atingiu a maioridade e assumiu de vez o trono (1840). Além de brilhante político, também deixou obras literárias sobre mineralogia e agricultura.

 

 


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