quercia4Quércia, o pedregulhense

Nasceu no dia 18 de agosto de 1938, no Distrito de Igaçaba, cidade de Pedregulho, São Paulo. Morreu no dia 24 de dezembro de 2010, na cidade de São Paulo.

Filho do empresário Octávio Quércia e de Isaura Roque Quércia, morou em Pedregulho e a seguir em Campinas, para onde se mudou acompanhando a família e onde foi eleito vice-presidente do grêmio estudantil da Escola Normal Livre. Na época, ingressou como repórter no Diário do Povo e foi aprovado no vestibular da Faculdade de Direito da Universidade Católica de Campinas, na qual foi diretor do jornal do Centro Acadêmico 16 de Abril e fundou a Universidade de Cultura Popular. Locutor (1959-1963) da Rádio Cultura e da Rádio Brasil, trabalhou no Jornal de Campinas e na sucursal do jornal Última Hora. A seguir, presidiu a Associação Campinense de Imprensa e trabalhou no Departamento de Estradas de Rodagem como assistente de produção.

quercia-familia1Iniciou a carreira política ao ser eleito vereador de Campinas pelo Partido Libertador em 1962. Extinto o pluripartidarismo, optou pelo MDB. Foi, em seguida, eleito deputado estadual em 1966 e prefeito de Campinas em 1968. Depois de sair da prefeitura, em 1972, passou a organizar diretórios do partido em todo o Estado de São Paulo. Em 1974, foi eleito senador, dando um grande salto na carreira, ao receber expressivos 4,6 milhões de votos, 73,19% dos votos válidos. Com o retorno do pluripartidarismo, optou pelo PMDB, em 1980, sendo eleito vice-governador em 1982. Em 1986, foi candidato ao governo do estado, elegendo-se com 5,6 milhões de votos, 40,78% dos votos válidos. Durante toda a sua carreira, foi acusado em vários casos de corrupção.

Desde que deixou o governo de São Paulo, não conseguiu nenhum outro cargo eletivo. Candidato à presidência da República em 1994, ficou em quarto lugar, perdendo para Fernando Henrique Cardoso (eleito), para Lula da Silva (segundo colocado) e para Enéas Carneiro (terceiro colocado). Mesmo assim, dirigiu com mão de ferro nos anos seguintes o PMDB em nível nacional. Em 1998 e em 2006, tentou voltar ao governo do estado, mas foi novamente derrotado: ficou em quinto e terceiro lugar, respectivamente. Em 2002, perdeu novamente a disputa para o senado. Essas derrotas, entretanto, não tiraram a sua influência na política nacional. Em 2010, já estava em campanha novamente para o senado, quando um câncer o tirou da disputa. Quando morreu tinha um patrimônio avaliado em mais de R$ 1 bilhão: emissoras de rádio e televisão, jornais, shopping-centers, fazendas, etc.

quercia-anos80aMandatos
1963-1966 — Vereador em Campinas-SP
1967-1968 — Deputado Estadual (São Paulo)
1969-1972 — Prefeito de Campinas-SP
1975-1983 — Senador da República (São Paulo)
1983-1986 — Vice-Governador de São Paulo
1987-1990 — Governador de São Paulo


 

 


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