e-cunha2Eduardo Cunha — O Carioca

EDUARDO CONSENTINO DA CUNHA nasceu no dia 20 de setembro de 1958, na cidade do Rio de Janeiro. Evangélico, pertence à igreja neopentecostal Sara Nossa Terra. Antes de enveredar pela política, começou a atuar também como radialista. Graduado em economia, começou na política ao assumir a presidência da empresa telefônica do Rio de Janeiro (Telerj) em 1991, por indicação do então presidente Fernando Collor. Em 1998, candidatou-se a deputado estadual, mas não logrou êxito. Ficou com a primeira suplência. Foi a primeira e última derrota. A partir daí, aliou-se ao então governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho.

e-cunha3No governo do Garotinho, além de deputado estadual, foi presidente da companhia de habitação do estado. Em 2002, elegeu-se pela primeira vez para a Câmara Federal, com mais de 100 mil votos. Em seguida, trocou o PP pelo PMDB. Foi reeleito em 2006 com mais de 130 mil votos. Com muito mais força, conseguida principalmente com programas mantidos em sete rádios do estado fluminense, foi novamente eleito, agora com mais de 150 mil votos. Em 2012, assumiu a liderança do PMDB. No cargo, comandou um bloco de deputados independentes, batendo de frente com a estrutura federal. Em 2014, o seu número de votos subiu para mais de 230 mil, o terceiro mais votado do estado. Na eleição para a presidência da câmara, foi eleito com 267 votos, contra 160do candidato oficial. No dia 12/09/2016, em face de várias denúncias, teve o mandato cassado, ficando inelegível por oito anos.

e-cunha4Escândalos Anunciados
Quando presidente da empresa de habitação do Rio de Janeiro foi acusado de realizar licitações fraudulentas, com o objetivo de beneficiar algumas empresas. Entre estas, estava a Delta Construções, que viria a ser, mais para frente, processada pelo Ministério Público Federal e impedida de contratar com o governo federal. O tribunal de contas do estado, em 2001, confirmou as irregularidades. Em 2006, a deputada estadual Cidinha Campos denunciou os seus supostos envolvimentos com o narcotraficante Juan Carlos Abadía, preso posteriormente pela Polícia Federal.

Ele teria vendido para o traficante um casa num condomínio de luxo em Angra dos Reis pelo preço de R$ 1,8 milhão. Meses depois, o bandido teria desistido do negócio e “revendido” a casa para o deputado pelo valor de R$ 1,6 milhão, gerando um lucro direto de R$ 200 mil. Essa denúncia não foi confirmada. Nas próprias eleições para a presidência da câmara, em 2015, houve várias denúncias de “compra de votos”, cujo dinheiro teria vindo das propinas recebidas nas licitações da Petrobras. Em razão desse suposto envolvimento no petrolão, ele é um dos políticos investigados pela Polícia Federal e pela Procuradoria Geral da República. Responde ainda a outros três processos no Supremo Tribunal Federal. Em agosto de 2015, o político foi denunciado ao Supremo Tribunal Federal por suposto envolvimento no escândalo do mensalão. Depois de ser preso em 2016 por causa na participação nos escândalos da Petrobras, foi condenado, em março de 2017, em primeira instância a mais de 15 anos de prisão.


 

 



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