Imprimir
Categoria: Políticos Fluminenses
Acessos: 4753

20170404MPF & Moro Vs. Eduardo Cunha

30/03/2017 — O ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) foi condenado pelo juiz federal Sergio Moro, responsável pelas ações da Operação Lava-Jato na primeira instância, em Curitiba, a quinze anos e quatro meses de prisão pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão fraudulenta de divisas. O processo se refere ao pagamento de propina milionária que envolveu a compra do campo petrolífero de Benin, na África, pela Petrobras, em 2011. Na decisão, o juiz escreveu que o Cunhatraiu o seu mandato parlamentar” e que a sua culpabilidade é “elevada”. O caso está nas mãos do Moro desde setembro de 2016. No mês seguinte, o juiz determinou a prisão preventiva do político carioca. Desde então, ele está preso e vai continuar assim. Os advogados dele deverão apresentar recurso da decisão.

eduardo-cunha chargeEduardo Cunha & Bovespa
22/10/2016 — No período em que é acusado de se beneficiar dos desvios de recursos da Petrobras, o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB) movimentou cerca de R$ 25,5milhões na Bolsa de Valores de São Paulo. Entre 2009 e 2014, ele realizou compra e venda de ações da própria Petrobras e da OGX, empresa de óleo e gás que pertencia ao empresário Eike Batista. Os números constam do extrato de movimentação e negociação que a Bovespa encaminhou à 6.ª Vara Federal Cível de Curitiba, Paraná. O juiz Sérgio Moro decretou a indisponibilidade de R$ 220 milhões do ex-deputado, incluindo ativos na bolsa de valores, numa ação de improbidade administrativa movida contra ele pela Procuradoria Geral da República.

Cunha Vs. Lava-Jato
19/10/201 — O deputado cassado Eduardo Cunha foi preso em Brasília, no âmbito da Operação-Lava Jato. A ordem de prisão preventiva emitida pelo juiz Sérgio Moro, sob cuja responsabilidade o processo corre na primeira instância. A Polícia Federal informou que o político está foi levado para Curitiba, onde estão sendo conduzidas as investigações. Para pedir a prisão, o Ministério Público Federal alegou que a liberdade do ex-deputado representava risco às investigações. Segundo a acusação, “há evidências” de que existem contas pertencentes ao ex-deputado no exterior que ainda não foram identificada. Além disso, os procuradores ressaltaram que Eduardo Cunha tem dupla nacionalidade (brasileira e italiana) e poderia fugir do país. ATUALIZAÇÃO: Em 24/10/2016, os advogados do político entraram com um pedido de habeas corpus no Supremo Tribunal Federal.

e-cunha5Cassação Do Mandato
12/09/2016 — O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta por 450 a favor, 10 contra e nove abstenções a cassação do mandato do deputado afastado Eduardo Cunha. A medida põe fim a um dos mais longos processos a tramitar no Conselho de Ética da casa. Esse processo se arrastava há onze meses. Ele interrompe o mandato de um dos políticos mais controvertidos dos últimos anos. Com o resultado, o carioca perde o mandato de deputado e fica inelegível por oito anos, mais o tempo que lhe resta da atual legislatura. O resultado, entretanto, é encarado pelos analistas políticos como uma tentativa dos deputados em se desgarrar do Cunha. A opinião pública exigia esse desfecho. Os atuais parlamentares vão enfrentar uma eleição duríssima daqui a dois anos.

20160426 eduardo-cunhaO Político Mais Rejeitado
26/04/2016 — Embora tenha sido o maior responsável pela aprovação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara Federal, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) é considerado o político mais rejeitado do país. Pelo menos é essa a conclusão a que chegou a reportagem de capa da revista Veja. O político carioca transformou a câmara num palco de manobras para salvar o mandato. Mas oito em cada dez brasileiros, segundo o Instituto Datafolha, querem a sua cassação.

Na reportagem, assinada pelos jornalistas Daniel Pereira e Thiago Prado, é informado que ele tem completo domínio sobre os deputados pertencentes ao chamado “baixo clero”. O parlamentar carioca responde a ações na justiça por causa do recebimento de propinas e por manter contas bancárias no exterior sem a devida declaração ao Banco Central. A última dele no Conselho de Ética, onde corre um processo de cassação de mandato, foi a substituição de um parlamentar contrário por uma deputada pertencente ao seu grupo. Com isso, conseguiu a maioria no colegiado: 11 x 10. Assim, é grande a chance de o processo ser aqrquivado. Clique AQUI para ver.


e-cunha2Eduardo Cunha — O Carioca

EDUARDO CONSENTINO DA CUNHA nasceu no dia 20 de setembro de 1958, na cidade do Rio de Janeiro. Evangélico, pertence à igreja neopentecostal Sara Nossa Terra. Antes de enveredar pela política, começou a atuar também como radialista. Graduado em economia, começou na política ao assumir a presidência da empresa telefônica do Rio de Janeiro (Telerj) em 1991, por indicação do então presidente Fernando Collor. Em 1998, candidatou-se a deputado estadual, mas não logrou êxito. Ficou com a primeira suplência. Foi a primeira e última derrota. A partir daí, aliou-se ao então governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho.

e-cunha3No governo do Garotinho, além de deputado estadual, foi presidente da companhia de habitação do estado. Em 2002, elegeu-se pela primeira vez para a Câmara Federal, com mais de 100 mil votos. Em seguida, trocou o PP pelo PMDB. Foi reeleito em 2006 com mais de 130 mil votos. Com muito mais força, conseguida principalmente com programas mantidos em sete rádios do estado fluminense, foi novamente eleito, agora com mais de 150 mil votos. Em 2012, assumiu a liderança do PMDB. No cargo, comandou um bloco de deputados independentes, batendo de frente com a estrutura federal. Em 2014, o seu número de votos subiu para mais de 230 mil, o terceiro mais votado do estado. Na eleição para a presidência da câmara, foi eleito com 267 votos, contra 160do candidato oficial. No dia 12/09/2016, em face de várias denúncias, teve o mandato cassado, ficando inelegível por oito anos.

e-cunha4Escândalos Anunciados
Quando presidente da empresa de habitação do Rio de Janeiro foi acusado de realizar licitações fraudulentas, com o objetivo de beneficiar algumas empresas. Entre estas, estava a Delta Construções, que viria a ser, mais para frente, processada pelo Ministério Público Federal e impedida de contratar com o governo federal. O tribunal de contas do estado, em 2001, confirmou as irregularidades. Em 2006, a deputada estadual Cidinha Campos denunciou os seus supostos envolvimentos com o narcotraficante Juan Carlos Abadía, preso posteriormente pela Polícia Federal.

Ele teria vendido para o traficante um casa num condomínio de luxo em Angra dos Reis pelo preço de R$ 1,8 milhão. Meses depois, o bandido teria desistido do negócio e “revendido” a casa para o deputado pelo valor de R$ 1,6 milhão, gerando um lucro direto de R$ 200 mil. Essa denúncia não foi confirmada. Nas próprias eleições para a presidência da câmara, em 2015, houve várias denúncias de “compra de votos”, cujo dinheiro teria vindo das propinas recebidas nas licitações da Petrobras. Em razão desse suposto envolvimento no petrolão, ele é um dos políticos investigados pela Polícia Federal e pela Procuradoria Geral da República. Responde ainda a outros três processos no Supremo Tribunal Federal. Em agosto de 2015, o político foi denunciado ao Supremo Tribunal Federal por suposto envolvimento no escândalo do mensalão. Depois de ser preso em 2016 por causa na participação nos escândalos da Petrobras, foi condenado, em março de 2017, em primeira instância a mais de 15 anos de prisão.