20171029Collor Vs. MPF

23/10/2017 — Levantamento feito pelo Ministério Público Federal, aponta que o ex-presidente Fernando Collor, hoje senador pelo Estado do Alagoas, quadruplicou, entre 2006 e 20147, a sua fortuna pessoal. Essa fortuna passou de R$ 4,8 milhões para R$ 20,3 milhões no período referido, um crescimento de impressionantes 322%. Como os imóveis dele estão registrados em valores históricos, o patrimônio real ainda é muito maior. No levantamento, não foram incluídos os carros de luxo da família, no valor de mais de R$ 5 milhões. Essa frota é formada por uma Ferrari, um Bentley, um Rolls-Royce e uma Lamborghini, todos comprados após o escândalo do petrolão. O MPF acusa o Fernando Collor de ter recebido, nos últimos anos, mais de R$ 20 milhões em propinas.

Aceitação De Denúncia
22/08/2017 — O Supremo Tribunal Federal decidiu nesta aceitar a denúncia proposta pela Procuradoria-Geral da República contra o ex-presidente — e senador — Fernando Collor (PTC-AL), no âmbito da Operação Lava-Jato. O ex-presidente é acusado, com outras sete pessoas, de ter comandado uma organização criminosa para operar desvios na BR Distribuidora, uma empresa da Petrobras. O STF aceitou as acusações por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O senador foi inocentado dos crimes de peculato e obstrução de justiça. O julgamento, feito na Segunda Turma da corte, teve votação unânime. Da turma, fazem parte os ministros Edson Fachin, Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli.

Depósitos Bancários Suspeitos
08/11/2016 — Suspeito de receber dinheiro desviado de um subsidiária da Petrobras, o ex-presidente e senador Fernando Collor (PTN-AL) foi agraciado com uma enxurrada de 742 depósitos em sua conta bancária. É o que mostra a análise do extrato feito entre 2011 e 2014. Os valores, em geral, são baixos para não despertar suspeitas. Na conta 201, agência 4454 do Itaú Unibanco, verificam-se 534 transações de R$ 2 mil, por exemplo. No total, os depósitos fracionados nesta conta somam R$ 2,6 milhões. Collor foi acusado pela Procuradoria Geral da República junto ao Supremo Tribunal Federal em outubro por ter, supostamente, recebido R$ 29 milhões em propinas justamente naquele período mencionado. De acordo com os termos do processo, a área de atuação do ex-presidente era a BR Distribuidora da Petrobras.

20151124aCollor Vs. Receita Federal
24/11/2015 — Os gastos do senador Fernando Collor (PTB-AL) com cartão de crédito entre 2011 e 2013 foram considerados incompatíveis com a renda declarada por ele à Receita Federal. Laudo da Polícia Federal, finalizado em setembro, analisou os rendimentos do parlamentar no período. As faturas de três cartões de crédito do político somaram pouco mais de três milhões de reais, enquanto que o seu rendimento declarado — basicamente o salário de senador em todo o período — foi cerca de R$ 700 mil, já considerados os descontos.

O laudo pericial foi anexado ao inquérito do Supremo Tribunal Federal que investiga o alagoano por suspeita de receber propina do esquema de corrupção descoberto pela Operação Lava-Jato. As investigações revelaram que o senador gastou quase cinco vezes mais do que declarou ter recebido para pagar a fatura do cartão de crédito entre 2011 e 2013. Embora seja sócio das empresas Água Branca Participações, TV Gazeta e Gazeta de Alagoas, o senador só incluiu nas declarações de imposto de renda do período investigado os rendimentos do senado. Após deixar a presidência da república, Collor voltou à política em 2007 quando foi eleito para um primeiro mandato de oito anos e reeleito em 2014. O laudo também aponta um “montante expressivo” de empréstimos contraídos junto à TV Gazeta de Alagoas no período analisado. Isso teria ajudado o petebista a justificar crescimento patrimonial. Há indícios de que esses empréstimos tenham sido fictícios.

collor15aFernando Affonso Collor de Mello nasceu no dia 12 de agosto de 1949, na cidade do Rio de Janeiro. Começou a carreira política como prefeito nomeado de Maceió, Alagoas, no período de 1979 a 1982. Sempre foi fiel ao regime militar, pois seu pai, senador Arnon de Mello, pertencia à Aliança Renovadora Nacional. Eleito deputado federal pelo estado em 1982, ficou na Câmara dos Deputados até 1997, quando assumiu o governo do Alagoas. Em 1990, candidatou-se a presidente da República pelo pequeno Partido da Renovação Nacional. Eleito, governou apenas dois anos: foi processado por corrupção e cassado pelo Congresso Nacional em 1992. Depois de “ficar de molho” por algum tempo, voltou à cena política ao ser eleito senador para o período 2007-2014. Foi reeleito em 2014 para o período 2015-2022.


 

 


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