v-putin1Vladimir Putin

05/11/2014 — O presidente Vladimir Putin voltou a ocupar, pelo segundo ano consecutivo, a primeira posição do ranking dos mais poderosos do mundo divulgado pela revista Forbes. O russo aparece à frente de Barack Obama, repetindo as colocações da lista de 2013. A revista lembra que Obama se encaminha para a reta final de seu governo abalado tanto pela crise do Ebola quanto pelo surgimento do Estado Islâmico. “Uma palavra resume seu segundo lugar no ranking: cautela. Ele tem o poder, mas tem sido cauteloso demais para exercê-lo plenamente”, define a revista. Completam as cinco primeiras posições o presidente da China, Xi Jinping, o papa Francisco e chanceler alemã, Angela Merkel. Dilma Rousseff caiu do vigésimo lugar conseguido em 2013 para trigésimo primeiro em 2014.

v-putin2Vladimir Vladimirovitch Putin nasceu no dia 7 de outubro de 1952, na cidade de Leningrado, Rússia. É filho de um veterano da Segunda Guerra Mundial com uma operária sobrevivente do cerco a que a sua cidade natal foi submetida na época. Estudou na Faculdade de Direito da Universidade Estatal de Leningrado. Lá, ingressou no Partido Comunista. Graduou-se em 1975. No mesmo ano, terminou o seu curso preparatório, assumindo o posto de oficial júnior na KGB (Comitê de Segurança do Estado), a polícia secreta soviética. A partir de 1977, passou a trabalhar no setor de contra-inteligência do órgão. Com o fim da União Soviética no início dos anos de 1990, aposentou-se do serviço no posto de tenente-coronel.

Na política, começou em 1996 ao assumir o posto de vice-assessor do presidente da Rússia. Comandou a reorganização do Comitê de Segurança do Estado, tornando-se o primeiro civil a dirigir a polícia secreta. Em 1999 foi eleito primeiro ministro, ocasião em que foi apontado como provável sucessor do então presidente Boris Yeltsin. No cargo, combateu com energia os rebeldes da Chechênia, os quais lutavam pela independência do seu território. Ainda em 1999, v-putin3acumulou o cargo de presidente interino com a renúncia do titular. Em 2000, foi eleito oficialmente. No seu primeiro mandato conseguiu “enquadrar” as oligarquias russas, que ameaçavam tomar o poder. Fez aprovar reformas legais, incluindo os códigos trabalhista, comercial e civil.

Consolidou o seu poder em 2004, ao ser reeleito presidente com mais de 70% dos votos. No início do segundo mandato aconteceu o Massacre de Beslan, no qual centenas de civis, inclusive crianças, foram assassinadas. Ele foi acusado de ter incentivado o atentado, como forma de justificar a repressão aos rebeldes chechenos. Contra-atacou apresentando um vasto projeto para melhorar a assistência social, a educação e a agricultura. Contribuiu também para resgatar sua popularidade, o processo aberto contra o homem mais rico da Rússia, Mikhail Khodorkovski, também presidente do partido de oposição. Não podendo se candidatar novamente, em 2008 indicou Dmitri Medvedev para sucedê-lo. Conseguindo eleger o sucessor, assumiu em seguida o cargo de primeiro ministro. Em 2012, voltou ao cargo de presidente. Em 2014, foi acusado de incentivar e armar rebeldes na crise ucraniana.


 

 



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