Desenvolvimento

20/07/2020 — A Editora Record mandou para as livrarias a obra “Empresário Industrial e Desenvolvimento Econômico do Brasil”. De autoria do Fernando Henrique Cardoso, o livro foi lançado originalmente em 1964, na fervura da instalação do regime militar no país. Com visão de sociólogo, o autor trata da formação do “espírito empresarial” e da contribuição desse espírito para o desenvolvimento econômico do país. O FHC ressalta o importante papel das classes médias e populares para o pretendido desenvolvimento. O prefácio é do sociólogo Florestan Fernandes. Após a publicação do livro, o Fernando Henrique teve os direitos políticos cassados. Depois, com a redemocratização, elegeu-se suplente de senador por São Paulo em 1983. Foi presidente da República entre 1995 e 2002.

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FERNANDO HENRIQUE CARDOSO nasceu no dia 18 de junho de 1931, na cidade do Rio de Janeiro. Filho do general Leônidas Cardoso, morou em vários estados brasileiros, fixando-se, depois da adolescência, na cidade de São Paulo. Recebeu a instrução básica na capital carioca. Na capital paulista, cursou Ciências Sociais na Universidade de São Paulo, onde graduou-se em 1952. Especializou-se em Sociologia. Foi professor na Faculdade de Economia da universidade entre 1952 e 1953, assumindo, depois, o cargo de docente na Faculdade de Sociologia.

Recebeu o título de doutorado em 1961, passando à cátedra de Ciência PolíticaCom o advento do regime militar, em 1964, teve de se exilar no Chile, onde ficou até 1967. Posteriormente, seguiu para a França, onde foi professor na Faculdade de Paris-Nanterre. Ainda no exílio, lecionou nas universidades de Stanford e Berkeley, nos Estados Unidos, e na Universidade de Cambridge, na Inglaterra. Durante esse período, publicou vários livros, os quais versam sobre a burocracia estatal, as elites industriais e, em particular, a teoria da dependência. Seu livro “A Teoria do Desenvolvimento” foi traduzido para dezesseis idiomas. Voltou para o Brasil em 1968, voltando à cátedra de Ciência Política na USP.

No ano seguinte, perdeu os seus direitos políticos com a edição do Ato Institucional n.º 5Em 1970, criou o Centro de Brasileiro de Análise e Planejamento. Proibido de lecionar no Brasil, passou novamente a ensinar no exterior. Politicamente, foi um dos fundadores do Partido do Movimento Democrático Brasileiro em 1979. Saiu, assim, dos bastidores acadêmicos para entrar definitivamente na política. Em 1978, candidatou-se ao seu primeiro cargo eletivo. Teve 1,5 milhão de votos para o senado federal, tornando-se suplente do senador eleito, Franco Montoro. Em 1982, com a eleição do Montoro para governador de São Paulo, assumiu o cargo de senador da República. Em 1985, candidatou-se a prefeito de São Paulo, mas não logrou êxito.

Foi reeleito senador em 1986, com 6,2 milhões de votos. Em 1990, insatisfeito com os rumos do PMDB, reuniu-se ao Mário Covas, ao Franco Montoro e a outras lideranças para fundar o Partido da Social Democracia Brasileira. Em 1992, com o impeachment do Fernando Collor, assumiu o Ministério das Relações Exteriores no governo do Itamar Franco. Em 1993, com a crise econômica ainda grande, foi chamado para assumir o Ministério da Fazenda. No cargo, organizou a equipe que elaborou e colocou em prática o Plano Real, marco do combate à inflação. O sucesso do plano econômico lhe deu grande popularidade, o que o credenciou para a candidatura à presidência da república em 1994. Elegeu-se com 34,3 milhões de votos, 54,28% dos votos válidos. Foi reeleito em 1998, no primeiro turno, com 35,9 milhões de votos, 53,6% dos votos válidos.

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27/06/2013 — O sociólogo e ex-presidente da República Federativa do Brasil, Fernando Henrique Cardoso, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras. Ele recebeu 34 votos dos acadêmicos. Houve quatro votos em branco e uma abstenção. O FHC concorria com outros onze candidatos, mas nenhum deles recebeu votos. Passou a ocupar, assim, a cadeira 36, que estava vaga desde a morte do João de Scantimburgo, no dia 22 de março. O ex-presidente tem 82 anos. Ele acaba de lançar um novo livro (“Pensadores Que Inventaram o Brasil”), com ensaios sobre Euclides da Cunha, Gilberto Freyre, Florestan Fernandes e outros autores.

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11/10/2015 — A articulação política para a formação do governo. O necessário convívio com o fisiologismo. As intrigas palacianas. Os atritos com o Congresso Nacional. A negociação com os setores retrógrados. A reforma do estado. A solidão. Durante seus dois mandatos como presidente da República, o Fernando Henrique Cardoso manteve o hábito quase semanal de registrar, num gravador, o dia a dia do poder. Os diários têm a franqueza das confissões deixadas para a posteridade. Neles transparecem as hesitações do cotidiano, os julgamentos duros de amigos próximos, os pontos de vista que mudam com os fatos, as afinidades que se criam e as que arrefecem.


 

 



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