Fernando Collor

FERNANDO AFFONSO COLLOR DE MELLO nasceu no dia 12 de agosto de 1949, na cidade do Rio de Janeiro. Começou a carreira política como prefeito nomeado de Maceió, Alagoas, no período de 1979 a 1982. Sempre foi fiel ao regime militar, pois o pai, senador Arnon de Mello, pertencia à Aliança Renovadora Nacional. Eleito deputado federal pelo estado em 1982, ficou na Câmara dos Deputados até 1997, quando assumiu o governo do Alagoas. Em 1990, candidatou-se a presidente da República pelo pequeno Partido da Renovação Nacional. Eleito, governou apenas dois anos: foi processado por corrupção e cassado pelo Congresso Nacional em 1992. Depois de “ficar de molho” por algum tempo, voltou à cena política ao ser eleito senador para o período 2007-2014. Foi reeleito em 2014 para o período 2015-2022.

20151124aReceita Federal
24/11/2015 — Os gastos do senador Fernando Collor com cartão de crédito entre 2011 e 2013 foram considerados incompatíveis com a renda declarada por ele à Receita Federal. Laudo da Polícia Federal analisou os rendimentos do parlamentar no período. As faturas de três cartões de crédito do político somaram pouco mais de R$ 3 milhões, enquanto que o rendimento declarado — basicamente o salário de senador em todo o período — foi cerca de R$ 700 mil, já considerados os descontos. O laudo pericial foi anexado ao inquérito do Supremo Tribunal Federal que investiga o alagoano por suspeita de receber propina do esquema de corrupção descoberto pela Operação Lava-Jato.

Depósitos Suspeitos
08/11/2016 — Suspeito de receber dinheiro desviado de um subsidiária da Petrobras, o ex-presidente e senador Fernando Collor foi agraciado com uma enxurrada de 742 depósitos na conta bancária. É o que mostra a análise do extrato feito entre 2011 e 2014. Os valores, em geral, são baixos para não despertar suspeitas. Na conta 201, agência 4454 do Itaú Unibanco, verificam-se 534 transações de R$ 2 mil, por exemplo. No total, os depósitos fracionados nesta conta somam R$ 2,6 milhões. Collor foi acusado pela Procuradoria Geral da República junto ao Supremo Tribunal Federal por ter, supostamente, recebido R$ 29 milhões em propinas justamente naquele período mencionado. De acordo com os termos do processo, a área de atuação do ex-presidente era a BR Distribuidora da Petrobras.

20161111 charge1Denúncia
22/08/2017 — O Supremo Tribunal Federal decidiu aceitar a denúncia proposta pela Procuradoria-Geral da República contra o ex-presidente — e senador — Fernando Collor, no âmbito da Operação Lava-Jato. O ex-presidente é acusado, com outras sete pessoas, de ter comandado uma organização criminosa para operar desvios na BR Distribuidora, uma empresa da Petrobras. O STF aceitou as acusações por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O senador foi inocentado dos crimes de peculato e obstrução de justiça. O julgamento, feito na Segunda Turma da corte, teve votação unânime. Da turma, fazem parte os ministros Edson Fachin, Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli.

Fortuna
23/10/2017 — Levantamento feito pelo Ministério Público Federal, aponta que o ex-presidente Fernando Collor, hoje senador pelo Estado do Alagoas, quadruplicoua sua fortuna pessoal entre 2006 e 20147. Essa fortuna passou de R$ 4,8 milhões para R$ 20,3 milhões no período referido, um crescimento de impressionantes 322%. Como os imóveis dele estão registrados em valores históricos, o patrimônio real ainda é muito maior. No levantamento, não foram incluídos os carros de luxo da família, no valor de mais de R$ 5 milhões. Essa frota é formada por uma Ferrari, um Bentley, um Rolls-Royce e uma Lamborghini, todos comprados após o escândalo do petrolão. O MPF acusa o Fernando Collor de ter recebido, nos últimos anos, mais de R$ 20 milhões em propinas.


 

 



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