Lula & Eleições

12/06/2018 — O ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça, negou um pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para permitir que ele deixasse a prisão — na qual se encontra desde o dia 7 de abril — para participar da campanha eleitoral. Segundo o ex-presidente, ainda há um recurso em andamento em que seus advogados contestam a prisão, procedida com base no processo do triplex do Guarujá. Por seu lado, o ministro do STJ argumentou que esse tipo de recurso, que tem natureza extraordinária, não possui efeito suspensivo. Ele lembrou, ainda, que a tutela de urgência, em casos assim, pressupõe a presença da probabilidade do direito alegado, o perigo de dano ou risco para o resultado útil do processo. Essas premissas não se encontram no caso do Lula, segundo o magistrado. O PT ainda não decidiu se insistirá na candidatura do ex-presidente. A possibilidade de ele conseguir o registro é mínima, tendo em vista que, ao ser condenado pelo Tribunal Regional Federal da Quarta Região, caiu no enquadramento da Lei da Ficha Limpa.

20161217Justiça Vs. Lula
08/06/2018 — A justiça de São Paulo manteve a indisponibilidade de bens do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A sentença, que confirmou liminar do mês de março, tem como objetivo garantir o ressarcimento de uma dívida de R$ 15 milhões que a Receita Federal cobra do petista, do Instituto Lula e da empresa L.I.L.S. Palestras, Eventos e Publicações. De acordo com a sentença do juiz Higino Cinacchi Júnior, o Lula usufruiu de valores que deveriam ser recolhidos aos cofres públicos, graças ao entrelaçamento das atividades que mantinha com as outras duas entidades. Funcionava assim: a L.I.L.S. recebia dinheiro das empreiteiras investigadas na Lava-Jato e transferia os valores ao instituto na forma de doação. Gozando de isenção fiscal, o instituto usava os recursos livremente, sem pagar impostos.

20180407 capa da vejaEndereço: Curitiba
07/04/2018 — Esta data entrou para a história do Brasil. Pela primeira vez, um ex-presidente da República foi preso por causa de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Luís Ignácio Lula da Silva, que teve a prisão decretada pelo juiz Sérgio Moro na quinta-feira (5), entregou-se, não sem relutância, à Polícia Federal. O outro fato histórico do dia foi aconteceu em 1831, quando o imperador Dom Pedro I abdicou em favor do filho Pedro de Alcântara, então com cinco anos. Quanto ao Lula, ele chegou à presidência da República em 2003, após vencer as eleições de 2002.

Reelegeu-se em 2006. Em oito anos, montou um esquema de corrupção, envolvendo partidos e grandes empreiteiras. Foi acusado, processado e condenado pela Justiça Federal do Paraná inicialmente a nove anos de prisão. No recurso feito ao Tribunal Regional Federal da 4.ª Região, sediado em Porto Alegre, teve a pena aumentada para 12 anos. O ex-presidente, para fugir à prisão, impetrou recurso de habeas corpuspreventivo junto ao Superior Tribunal de Justiça, mas corte negou o pedido. No dia 05/04/2018, a sorte do petista foi definitivamente selada, com o Supremo Tribunal Federal mantendo, por seis votos a cinco, a possibilidade da prisão depois de finalizado o processo na segunda instância.

condenação 2180124 vejaLula & Triplex
24/01/2018 — Por unanimidade, os três desembargadores da 8.ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região votaram em favor da manutenção da condenação e ampliar a pena de prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá. Em julgamento na sede do tribunal, em Porto Alegre, os desembargadores se manifestaram em relação ao recurso apresentado pela defesa de Lula contra a condenação a nove anos e seis meses de prisão determinada pelo juiz federal Sérgio Moro. O TRF-4 decidiu ampliar a pena para 12 anos e um mês de prisão, com início em regime fechado.

O cumprimento da pena será iniciado após o esgotamento de recursos no âmbito do próprio tribunal. Como a decisão foi unânime, o único recurso no TRF-4 são os chamados embargos de declaração, que não têm poder de reverter a condenação, mas somente esclarecer ambiguidades, pontos obscuros, contradições ou omissões no acórdão (documento que oficializa a decisão). A defesa, no entanto, ainda poderá tentar inocentar Lula nas instâncias superiores (Superior Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal). Mas, após o julgamento dos embargos no tribunal regional, poderá ser expedida a ordem de execução de sentença. Nesse caso, ao recorrer ao STJ e depois ao STF, Lula já poderá estar preso. Pela Lei da Ficha Limpa, o ex-presidente também estará impedido de disputar a eleição presidencial.

lula o filho1O Filho do Brasil
05/01/2018 — A Operação Lava-Jato resolveu mirar mais uma questão ligada ao ex-presidente Lula da Silva: o financiamento do filme que conta a história da vida dele, intitulado “Lula, o filho do Brasil”, lançado em janeiro de 2010. A abertura do inquérito, aberto pela Polícia Federal, tem como base informações dadas pelo empreiteiro Marcelo Odebrecht, cuja empresa teria financiado parte da produção. O filme custou cerca de R$ 25 milhões. Ficou em cartaz nos cinemas brasileiros entre os dias 1.º de janeiro a 24 de janeiro de 2010. Foi visto por apenas 746.223 pessoas e teve uma renda estimada em oito milhões de reais. A produção da Dowtown Filmes contou com a direção do cineasta Fábio Barreto. Encarnando o Lula esteve o ator Rui Ricardo Diaz. Ainda no elenco, a Glória Pires , que faz a mãe do macunaíma, e a Juliana Baroni, que interpreta a Marisa Letícia.

Lula + Sítio
02/08/2017 — O juiz federal Sérgio Moro aceitou a denúncia feita pelo Ministério Público Federal relacionada a um sítio em Atibaia, interior de São Paulo, e tornou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva réu em mais uma ação penal, no âmbito da Operação Lava-Jato. De acordo com a denúncia, o petista foi o beneficiário ds reformas feitas no sítio e era, segundo os procuradores, o responsável pelo esquema de corrupção na Petrobras. As reformas teriam sido pagas pelo pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do peito do Lula, e pelas empreiteiras Odebrecht e OAS, como forma de propina ao ex-presidente. Ele, na época, ainda ocupava o cargo. Assim, o político vai responder, junto com os empresários, pelo crime corrupção e lavagem de dinheiro.

20170717 vejaSol Quadrado
12/07/2017 — O juiz Sérgio Moro, da 13.ª Vara Federal de Curitiba, Paraná, condenou o ex-presidente Lula da Silva a nove anos e seis meses de prisão pela maracutaia envolvendo um apartamento de luxo (triplex) localizado na cidade do Guarujá, em São Paulo. Além disso, o juiz determinou que o político petista fique proibido de ocupar cargo ou função pública por 19 anos, caso a sentença seja confirmada pelos tribunais superiores. Além dessas condenações, o macunaíma foi multado em R$ 669,7 mil pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Embora pudesse cogitar a prisão preventiva do Lula, o juiz paranaense resolveu deixá-lo para recorrer da sentença em liberdade. Se o Tribunal Federal da área do Paraná mantiver a condenação, o petista ficará inelegível já para as eleições de 2018.

lula-decada80aLula, O Metalúrgico
LUIZ INÁCIO DA SILVA
nasceu no dia 27 de outubro de 1945, na cidade de Caetés, Pernambuco. Migrou para o Estado de São Paulo em 1952, com apenas sete anos de idade. Viveu inicialmente no Distrito de Vicente de Carvalho, no Guarujá. Em 1954, mudou-se para a cidade de São Paulo, sendo abandonado pelo pai em 1956. Em 1964, depois de trabalhar em vários ofícios, foi admitido numa siderúrgica, na qual veio a sofrer um acidente de trabalho, em decorrência do qual perdeu um dos dedos. Nesse período, ganhou a sua primeira indenização. Em 1966, foi admitido na indústria Villares, em São Bernardo do Campo, onde se fixou. Em 1972, começou a sua carreira sindical como secretário do sindicato dos metalúrgicos local.

Por liderar as greves dos metalúrgicos do região do ABC no final dos anos 1970 e início dos anos 1980, foi preso, cassado como dirigente sindical e processado com base na Lei de Segurança Nacional. Em 1982, participou das eleições como candidato a governador de São Paulo e perdeu para o Franco Montoro (PMDB). Em 1986, foi eleito deputado federal. Sua atuação na Câmara dos Deputados até 1990 foi considerada “medíocre”. Em 1989, na primeira eleição direta para presidente da república, candidatou-se e perdeu para Fernando Collor de Mello. Candidatou-se novamente em 1994 e 1998 e perdeu para o então candidato do PSDB, Fernando Henrique Cardoso. Finalmente, na quarta tentativa, em 2002, foi eleito pela primeira vez. Conseguiu a reeleição em 2006. Em 2010, avalizou e conseguiu a primeira eleição da sua companheira de partido, Dilma Rousseff.

Ao sair do governo, o ex-presidente ainda viveu algum tempo de muita popularidade. Tanto é que ajudou a reeleição da Dilma em 2014. A partir de então, começou o seu inferno astral. Com a prisão de alguns empreiteiros da Operação Lava-Jato, especialmente do Léo Pinheiro, da OAS, e do Marcelo Odebrecht, muitas falcatruas começaram a vir à tona. No epicentro dessas falcatruas estão a venda de medidas provisórias para a indústria automobilística, um luxuoso apartamento tríplex no Guarujá e um sítio cinematográfico em Atibaia. O petista já recebeu uma condenação, em primeira instância, de mais de nove anos de reclusão. O recurso interposto junto ao Tribunal Regional Federal da 4.ª Região, além de não servido de nada para ele, ainda possibilitou, no julgamento, o aumento da pena para mais de 12 anos. Interpostos recursos de habeas corpus junto ao Superior Tribunal de Justiça e ao Supremo Tribunal Federal, o petista também perdeu. Foi preso no dia 07/04/2018 por ordem do juiz Sérgio Moro.


 

 



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