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Adriano VI, o papa que excomungou Lutero para conter a reforma protestante

adriano-vi in1Adriano VI
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ADRIANO FLORISZOON BOEYENS nasceu no dia 2 de março de 1459, na cidade de Utrecht, Holanda. Morreu no dia 14 de setembro de 1523, em Roma, Itália.

Era um teólogo de renome, tendo sido, por duas vezes, reitor da Universidade de Louvain, na Bélgica. Essas qualidades indicaram-no para tutor do futuro rei da Espanha, Carlos V. Nesta condição, procurou dar ao príncipe a formação espiritual indicada pelo movimento Devoção Moderna, cuja principal característica era a busca da simplicidade interior. Posteriormente, foi ministro de Carlos V, que lhe assegurou a sucessão na diocese da cidade de Tortosa e, em 1516, o nomeou inquisidor geral de Aragão, a região histórica situada no norte da Espanha e que compreende o médio vale do Rio Ebro. Como regente, reprimiu as revoltas dos comuneros, que não aceitavam a sua nomeação e a presença de uma corte flamenga na região.

Foi ordenado cardeal em 1517 e nomeado cardeal sacerdote da Basílica dos Santos João e Paulo. Cinco anos depois, no dia 9 de janeiro de 1522, foi eleito papa, sem estar presente no conclave. Sob seu papado foi agravado o conflito com a Reforma. Viu-se às voltas com as primeiras manifestações do protestantismo na Alemanha e não conseguiu, de imediato, avaliar toda a gravidade da situação. Na Dieta de Nuremberg (1522) colocou o ponto de vista de que a desordem então existente no seio da Igreja Católica provinha da própria cúria, onde, portanto, deveria ser iniciada a reforma. Propôs a excomunhão do monge Martinho Lutero por heresia. Governou a igreja com simplicidade, mas para ele foi construído um monumento fúnebre na Igreja de Santa Maria dell'Anima, em Roma.


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