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A história de um filósofo da igreja na biografia “Bento XVI — O Último Testamento”

bento-xvi o-ultimoBento XVI = Joseph Ratzinger

15/04/2017 — Já está nas livrarias a obra “Bento XVI — O Último Testamento”, do jornalista alemão Peter Seewald. É uma biografia do cardeal-arcebispo Joseph Ratzinger, que se elegeu papa no dia 19 de abril de 2005. No dia 28 de fevereiro de 2013, depois de quase oito anos de reinado, assombou o mundo católito ao se tornar o primeiro papa a renunciar ao cargo em 700 anos de história. A explicação mais simples para o gesto: com mais de 80 anos, estaria fisicamente impossibilitado de lidar com os graves problemas da Igreja Católica, principalmente os referentes aos casos de pedofilia, então à tona. Teria renunciado para dar possibilidade a um papa mais jovem, com maiores condições de mudar os rumos do Vaticano. O livro tem 288 páginas e preço de capa cotado em R$ 36,90. A editora é a Planeta.

A Eleição Para Papa
19/04/2005 — O cardeal Joseph Ratzinger se elegeu papa, em substituição ao João Paulo II, morto no dia 02. Ele adotou o título de Bento XVI, em homenagem ao papa Bento XVI, que reinou entre 1914 e 1922. O novo papa foi prefeito da Congregação Para a Doutrina da Fé e grande ideólogo do pontífice desaparecido. É um dos cardeais mais poderosos da Cúria Romana. Pouco antes da morte do João Paulo II, o seu nome começou a aparecer na lista dos papáveis. Embora com muitos inimigos dentro da igreja, o resultado da eleição não foi uma surpresa. Estavam no páreo vários cardeais famosos, como os italianos Dionigi Tettamanzi, Camilo Ruini, Angelo Soldano, Angelo Scola e Giovanni Battista Re. Corriam por fora o colombiano Alfonso Trujillo e o brasileiro Cláudio Hummes.

20170303bJOSEPH ALOISIUS RATZINGER nasceu no dia 16 de abril de 1927, na cidade de Marktl, Baviera, Alemanha. Filho de um comissário de polícia muito religioso, interessou-se pela religião ainda muido jovem. Com o início da Segunda Guerra Mundial, incorporou-se ao movimento Juventude Hitlerista, cuja filiação era obrigatória para os seminaristas. No fim do conflito, em 1945, chegou a ser preso pelas forças aliadas. Depois de terminar o seminário, foi ordenado sacerdote em 1951. Em 1953, doutorou-se em Teologia e passou a dar aulas em várias escolas alemãs. Entre 1962 e 1965, participou como perito do Concílio Vaticano II. Depois da promoção para bispo, foi nomeado, em 1977, arcebisco da cidade de Munique. Em 1981, foi para o Vaticano, onde exerceria vários cargos de destaque.

20170303cCarreira Na Igreja
1977-1982 — Arcebispo de Munique
1977-1993 — Cardeal Presbítero de Tiburtino
1981-2005 — Prefeito Da Congregação Para a Doutrina da Fé
1993-2005 — Cardeal-Arcebispo de Velletri-Segni
2002-2005 — Cardeal Arcebispo de Óstia
2002-2005 — Decano do Colégio de Cardeais
2005-2013 — Papa



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