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Categoria: Religiosos Católicos
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GIROLAMO SAVORANOLA nasceu no dia 21 de setembro de 1452, na cidade de Ferrara, Emilia-Romanha, Itália. Morreu no dia 23 de maio de 1498, na cidade de FlorençaDepois de estudar artes liberais, suas inclinações religiosas levaram-no a abandonar a casa paterna e a futura profissão de médico para ingressar na Ordem Dominicana, em Bolonha. Quatro anos mais tarde, regressaria à cidade natal como professor. Em 1482, seria enviado para Florença, a fim de ensinar no Convento de São Marcos.

O ascetismo e a dedicação que consagrou ao estudo logo o distinguiram, mas sua fama de pregador começou somente depois de um acontecimento decisivo: tendo tido uma revelação — e certo de estar sob a orientação do Espírito Santo —, passou a fazer sermões proféticos. A partir de 1845, pronunciou-se pela reforma e renovação da igreja. A partir de 1490, sua eloquência atingiu o apogeu em sermões sobre os livros da Bíblia. Em 1492, ano da morte de Lorenzo de Médici, previu a chegada e a vitória de Carlos VIII sobre Florença, fato que se confirmou dois anos mais tarde. Com profecias como essa, sua autoridade se tornou incontestada. Nessa condição, influiu nas negociações com o rei e moderou as disputas entre facções.

Tornou-se o mestre espiritual e temporal da cidade, da qual se tornou governante. Instaurou uma espécie de teocracia, pela qual Jesus Cristo foi proclamado rei e ele, o chefe. Contudo, Florença era apenas o primeiro passo para o início da reforma que pregava. Convidado pelo papa para visitar Roma e dar a conhecer as suas profecias, percebeu que por trás dos elogios escondia-se uma armadilha e declinou da honra, alegando doença. Pressionado pelos inimigos políticos, o papa lhe enviou, em 1495, um comunicado, em que lhe ordenava que fosse a Bolonha, sob pena de excomunhão. Em resposta, ele apontou dezoito erros no comunicado. Confessando-se afinal coagido, o papa o proibiu de pregar. Ainda assim, enviados de Florença conseguiram a suspensão verbal da excomunhão e ele obteve permissão para pronunciar seus sermões. Neles, sem se intimidar, atacava violentamente a cúria romana e, sobretudo, a vida privada do papa.

Numa última tentativa de conciliação, foi-lhe oferecido o posto de cardeal, que recusou solenemente. Sua situação se agravava à medida que seu prestígio declinava mesmo em Florença. Sua popularidade se tornou ainda mais abalada quando, durante o carnaval de 1497, foi encarregado a “queima das vaidades”, em que ornamentos pessoais, cartas, jogos, livros e mesmo obras de arte eram lançados ao fogo em nome da pureza da fé. Nesse clima, seus inimigos políticos conseguiram em Roma sua excomunhão definitiva. Parou, assim, de pregar, resignando-se ao estudo e à oração. Apesar disso, ao discutir com um franciscano, este, exaltado, aceitou uma prova de fogo proposta por ele, na qual seria decidida pela vontade divina a validade da excomunhão. À hora marcada, só compareceram ele e dois discípulos. Embora tenha se saído vitorioso no desafio, foi acusado de não ter provocado o milagre. Tendo sido abandonado por todos, foi aprisionado e brutalmente torturado. Condenado à morte, foi queimado em praça pública em 1498.