Ciclopes

CICLOPES eram seres gigantescos e com um só olho no meio da testa. Apresentavam-se em quatro espécies: os uranianos, os ferreiros, os construtores e os pastores. Os uranianos, como o próprio vocábulo diz, nasceram da união do deus Urano (Céu) com a deusa Reia (Terra). Caracterizavam-se pela força e pela habilidade manual. O pai deles, receoso de que lhe tomassem o poder, os lançou no Tártaro (Inferno). Mais tarde, com a ajuda do deus Crono e da sua mãe, revoltaram-se e ganharam a liberdade. Depois, o próprio Crono os lançaria de novo no Tártaro, mas ganharam a liberdade por obra  do Zeus, ao qual se aliaram nas lutas pelo domínio do mundo.

Os ciclopes uranianos tinham os nomes de Argés, Estérope e Brontes, significantes de “relâmpago”, “raio” e “trovão”, respectivamente. Pela liberdade, ofereceram essas armas ao Zeus. Também presentearam o Poseidon, deus do mar, com um tridente, e o Hades, deus do Tártaro, com um capacete. Por vingança, foram mortos pelo deus Apolo (Sol). Este não os perdoou por terem fabricado o raio com que o Zeus fulminara o Esculápio, que tinha o dom da cura. Os ciclopes ferreiros, dos quais o Pirácmon e o Acamas eram os mais conhecidos, viviam na Sicília. Habitavam o coração dos vulcões, onde o deus do fogo Hefesto, seu chefe, instalara forjas e oficinas. Fabricavam não só armas para os deuses, mas também objetos de adorno e de utilidade.

Aos ciclopes construtores são atribuídas toda a construção dos monumentos pré-históricos da Grécia e da Sicília. Erigiram também as muralhas ciclópicas das cidades de Micenas e Tirinto. Realizaram essas obras com blocos de pedra, cujo peso e tamanho desafiam as forças humanas. Os ciclopes pastores, por sua vez, constituíam uma população de gigantes brutais, sem fé e sem lei. A única riqueza deles eram os rebanhos de carneiros. Colhiam sem fazer uso de técnicas agrícolas. Levavam uma vida selvagem, cada um habitando a própria caverna. Antropófagos, devoravam os seres humanos que se aventuravam a passar pela terra deles. Durante a peregrinação de volta para casa, o Ulisses e seus companheiros defrontaram-se na Sicília com o Polifemo, o mais temível dos ciclopes pastores. Para fugir do gigante, o herói o embriagou com vinho e furou-lhe o único olho.

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