Imprimir
Categoria: Angústia
Acessos: 7

Angústia

capaO romance “Angústia” do autor alagoano Graciliano Ramos foi lançado originalmente em 1936 pela Editora José Olympio. Foi o terceiro livro do autor. Nele, o texto é em primeira pessoa. O narrador Luís da Silva é um funcionário público de trinta e cinco anos, solitário e desgostoso da vida. Ele acaba se envolvendo com sua vizinha Marina. Com traços existencialistas, o Luís mistura fatos do passado e do presente, narra num ritmo frenético e utiliza-se do fluxo de consciência. O livro recebeu a aclamação da crítica. Foi colocado no patamar das obras-primas do modernismo brasileiro.

O romance é a história de um fracasso. O mundo do protagonista é impreciso e impregnado pelo desassossego e pelo tédio. O livro é introspectivo e escrito no estilo vacilante das memórias. Por trás do sofrimento do Luís, contudo, latejam feridas da realidade nordestina, o que aproxima a história do movimento regionalista. Nas entrelinhas, o texto antecipa alguns temas da escola existencialista que se afirmaria na Europa após a Segunda Guerra Mundial. Filho de uma família agrária decadente, o autor viveu longo tempo na cidade de Palmeira dos Índios no Estado do Alagoas, onde se tornou prefeito em 1927. Preso no período do Estado Novo (ditadura do Getúlio Vargas), aproveitou a estada na cadeia para produzir farto material literário.

gracilianoO Autor
GRACILIANO RAMOS DE OLIVEIRA nasceu no dia 27 de outubro de 1892 na cidade de Quebrangulo no Estado do Alagoas. Morreu no dia 20 de março de 1953 na cidade do Rio de Janeiro. É um dos escritores mais respeitados da literatura nacional. Pertence à segunda geração do Modernismo Brasileiro. Começou a se interessar por literatura ainda na adolescência. O primeiro romance, o “Caetés”, foi publicado em 1933. Seguiram-se o “São Bernardo” em 1934, o “Angústia” em 1936, o “Vidas Secas” em 1938 e o “Brandão Entre o Mar e o Amor” em 1942. Além desses romances, enveredou também pelos contos infanto-juvenis. Nessa área, destaca-se o livro “A Terra dos Meninos Pelados” de 1939.