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Categoria: Capitães de Areia
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Meninos

posterO romance “Capitães de Areia”, obra do autor baiano Jorge Amado, foi lançado em 1937. O livro recebeu uma acolhida marcada por uma forte polêmica institucional e pela censura do Estado Novo, que o considerou “subversivo”. Centenas de exemplares foram apreendidos e queimados por ordem do Governo Federal sob a acusação de propaganda comunista. Setores conservadores e a imprensa da época repudiaram a forma com que o Jorge Amado humanizou menores infratores ao retratá-los como vítimas de um sistema social excludente. Hoje, a crítica analista o “Capitães de Areia” como um clássico humanista. O livro vendeu mais de quatro milhões de exemplares.

A trama do romance retrata a vida de um grupo de crianças e adolescentes abandonados que vivem num armazém (o trapiche) na cidade de Salvador na Bahia. O grupo sobrevive cometendo pequenos furtos pela cidade para conseguir comida, roupas e dinheiro. Marginalizados e vistos como perigosos, eles são perseguidos pela polícia, cujo objetivo principal é enviá-los a reformatórios violentos. O equilíbrio do grupo muda quando a Dora e seu irmão chegam ao trapiche. Ela passa a cuidar dos meninos como uma figura materna e se envolve afetivamente com o líder, o Pedro Bala. A moça acaba contraindo varíola e morre. No fim, os caminhos dos meninos se dispersam: alguns são capturados ou morrem, enquanto o Pedro Bala absorve consciência política e se torna um líder revolucionário.

jorgeAutor
JORGE LEAL AMADO DE FARIA nasceu no dia dez de agosto de 1912 na cidade de Itabuna no Estado da Bahia. Morreu no dia seis de agosto de 2001 na cidade de Salvador. Passou para a história como um dos maiores escritores da segunda fase do modernismo brasileiro. Em suas obras, ele uniu o regionalismo nordestino a uma forte crítica social, lirismo e humor. O primeiro romance dele, o “O País do Carnaval”, foi publicado em 1931. Seguiram-se mais vinte e um romances, com destaque para o “Mar Morto” de 1936, o “Terras do Sem-Fim” de 1943, o “Gabriela, Cravo e Canela” de 1958, o “Dona Flor e Seus Dois Maridos” de 1963 e o “Tocaia Grande” de 1984. Também escreveu poesias, crônicas e peças teatrais.