cafajeste1O Comedor & As Paroquianas

O cara era tão cafajeste, tão devasso e tão avesso às coisas da religião que o padre ficou espantadíssimo quando ele se ajoelhou no confessionário. Mas, afinal, pensou o religioso, chega um dia que até os ímpios se arrependem.

— Quais são os seus pecados, meu filho?
— Eu pequei com um das suas paroquianas...

— Com qual delas, meu filho?
— Ah, seu padre, isso eu não posso dizer.

— Tem de me dizer, meu filho. Do contrário não lhe poderei dar a absolvição.
— Mas eu sou um cavalheiro, seu padre!

— Foi com a filha do Dr. Freitas?
— Não senhor, com essa não.

— Foi com a Dalva, que trabalha na farmácia?
— Também não, seu padre.

— Então, só pode ter sido com a mulher do veterinário, dona Dulce.
— Também não foi ela não, seu padre.

Como a confissão não saía, o padre perdeu a paciência. Disse ao malandro que não lhe podia perdoar os pecados e o mandou embora. O safado se levantou, saiu da igreja e, na calçada, encontrou o amigo, para o qual dissera que iria “confessar”.

— Então, o padre o perdoou?
— Não. Mas me deu algumas dicas ótimas.


 


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