artur-avila1Artur Ávila

12/08/2014 — O matemático Artur Ávila, de 35 anos, é o primeiro brasileiro a ganhar a Medalha Fields. Trata-se do prêmio mais importante da área. O anúncio foi feito pela União Internacional de Matemática, que concede a condecoração. A premiação será feita no Congresso Internacional de Matemáticos, maior evento da matemática mundial, que começou nesta quarta-feira (13/08/2014), em Seul, Coreia do Sul. A medalha foi concedida pela primeira vez em 1936 e, há cada edição, é entregue a, no máximo, quatro matemáticos, com idade inferior a quarenta anos, que tenham feitos notáveis. Ao todo, 52 matemáticos já receberam o prêmio. O prêmio é considerado o “Nobel de Matemática”.

Artur Ávila Cordeiro de Melo nasceu no dia 29 de junho de 1979, na cidade do Rio de Janeiro. A carreira de matemático começou cedo. Segundo informações disponíveis no portal da Academia Brasileira de Ciências, ele ganhou a medalha de ouro na Olimpíada Internacional de Matemática no Canadá, aos 16 anos, vencendo 411 oponentes de 72 países. Desde então, ainda cursando o ensino básico, o carioca passou a frequentar as disciplinas da pós-graduação do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), onde concluiu seu mestrado junto com o ensino médio.

Assim, não cursou a graduação e foi direto para o doutorado, sob a orientação do acadêmico Welington de Melo.Com 19 anos, trabalhava em sua tese de doutorado na teoria de sistemas dinâmicos, concluída em 2001, quando partiu para um pós-doutorado na França. De 2003 a 2008, teve uma posição permanente no Centro Nacional de Pesquisa Científica, em Paris. Em 2008, tornou-se o mais jovem matemático promovido a diretor de pesquisa daquela instituição. Ele ocupa a posição até hoje, dividindo o ano entre a instituição em Paris e o Impa, no Rio de Janeiro. Os seus principais trabalhos científicos estão relacionados à teoria de renormalização, que desempenhou um papel fundamental na física de partículas e deu a Richard Feynman o Nobel de Física de 1965, e em física estatística, área em que Kenneth Wilson foi contemplado com o Nobel de 1982.


 

 

 



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