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Erik Kandel

ERIK RICHARD KANDEL nasceu no dia 07 de novembro de 1929, na cidade de Viena, Áustria. Ao se mudar para os Estados Unidos, naturalizou-se. É o autor do premiado Em Busca da Memória, entre outros livros. No Brasil, a obra foi publicada em 2009 pela Companhia das Letras. É professor de bioquímica e biofísica da Universidade de Columbia e pesquisador sênior do Instituto Médico Howard Hughes. Fo também diretor-fundador do Centro de Neurobiologia e Comportamento, que é agora o Departamento de Neurociência na Universidade de Columbia.

Foi agraciado, juntamente com o sueco Arvid Carlsson e com norte-americano Paul Greengard, com o Nobel de Fisiologia/Medicina de 2000, pelas descobertas envolvendo a transmissão de sinais entre células nervosas no cérebro humano. Formou-se médico, especializou-se em psiquiatria, mas abandonou a clínica para se dedicar à neurociência. Trabalhando por 45 anos com um organismo muito simples — Aplysia californica —, revelou aspectos fundamentais do processo de formação de memórias. Ele acredita que a integração da psiquiatria com a biologia molecular trará uma compreensão mais completa da mente humana e estratégias terapêuticas mais eficazes.

A partir de 1966, colaborou com James Schwartz em uma análise bioquímica de alterações nos neurônios associados à aprendizagem e armazenamento de memória. A essa altura, era sabido que a memória de longo prazo, ao contrário da memória de curto prazo, envolvia a síntese de novas proteínas. Em 1972, eles tinham provas de que a molécula do segundo mensageiro AMP cíclico (AMPc) era produzida em gânglios da Aplysia sob condições que provocam a formação da memória de curto prazo (sensibilização). Logo descobriu que a serotonina, neurotransmissor atuando para produzir o segundo mensageiro cAMP, está envolvida na base molecular da sensibilização do reflexo de retirada de brânquias da Aplysia.

Em 1980, demonstrou que a proteínoquinase AMPc-dependente (PKA) age nesta via bioquímica em resposta a níveis elevados de AMPc. Nesse ínterim, o pesquisador Steven Siegelbaum identificou um canal de potássio que pode ser regulada por PKA, explicando, assim, os efeitos da serotonina na eletrofisiologia sináptica alterada. Seu laboratório assumiu a tarefa de identificar as proteínas que deveriam ser sintetizadas a fim de converter memórias de curto prazo em memórias duradouras. Um dos alvos nucleares para PKA é o controle de transcrição de proteínas CREB, que foi identificada como sendo uma proteína envolvida no armazenamento da memória de longo prazo. Um resultado da ativação da CREB é um aumento no número de conexões sinápticas. Assim, a memória de curto prazo foi associada a alterações funcionais nas sinapses existentes, enquanto a memória de longo prazo foi associada a uma mudança no número de conexões sinápticas.

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