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Categoria: Políticos Mineiros
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Mensalão mineiro

17/12/2015 — A justiça condenou o ex-governador Eduardo Azeredo, do PSDB de Minas Gerais, a vinte anos e dez meses de prisão pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro. A sentença foi dada em primeira instância, pela juíza da 9.ª Vara Criminal de Belo Horizonte, Melissa Pinheiro Costa Lage. O político foi condenado por crimes cometidos durante a campanha eleitoral pela reeleição ao governo mineiro em 1998. Também foi condenado ao pagamento de 1.904 dias-multa, cujo valor foi fixado em um salário mínimo vigente no ano dos fatos. Pela sentença, a prisão será inicialmente em regime fechado. Ele ainda poderá recorrer da decisão ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais e, depois, se for o caso, ao Superior Tribunal de Justiça.

O caso ficou conhecido como “mensalão tucano”. O nome, um contraponto ao “mensalão petista”, se justifica por um motivo. Nos dois escândalos, o operador principal era o mesmo: o publicitário Marcos Valério. O publicitário usava as suas agências para fechar contratos fictícios com órgãos do governo mineiro e repassar o dinheiro recebido a políticos. No caso do ex-governador Azeredo, a acusação cinge-se ao fato da assinatura de acordos de fachada pelas estatais mineiras para que o operador organizasse e divulgasse eventos esportivos por elas patrocinados. O dinheiro recebido pelos serviços não prestados teria abastecido a campanha do ex-governador. O desvio de verbas serviu, segundo o Ministério Público do estado, para abastecer o caixa dois da campanha, que, no final, foi derrotada.

eduardo-azeredo f1Eduardo Azeredo
EDUARDO BRANDÃO DE AZEREDO nasceu no dia 9 de setembro de 1948, na cidade de Belo Horizonte. É graduado em engenharia econômica e foi, por vários anos, funcionário da IBM do Brasil. Antes de entrar diretamente na política, foi diretor de várias estatais do Estado de Minas Gerais. Fundador do PSDB mineiro, elegeu-se vice-prefeito de Belo Horizonte para o mandato 1989-1992. Assumiu a prefeitura em 1990, com a renúncia do titular (Pimenta da Veiga), que saiu para disputar o governo do estado. Em 1994, elegeu-se governador, mas, na tentativa de reeleição em 1998, foi derrotado. Em 2002, elegeu-se senador para o mandato 2003-2010. Em 2010, elegeu-se deputado federal, mas não concluiu o mandato. Renunciou por causa da denúncia de envolvimento no caso do “mensalão mineiro”.