thomas-paine in1Thomas Paine

Nasceu no dia 29 de janeiro de 1737, na localidade de Thetford, Norfolk, Inglaterra. Morreu no dia 08 de junho de 1809, na cidade de Nova York. Obrigado, aos 13 anos, a abandonar os estudos para trabalhar, ocupou várias funções: foi funcionário de uma fábrica de espartilhos, marinheiro, professor e coletor de impostos. Neste último cargo, dirigiu um panfleto ao parlamento reivindicando melhores salários. Só conseguiu a demissão. No período em que a burguesia europeia em ascensão criticava o absolutismo, formulando ideais democráticos e liberais, fez da igualdade o centro do seu pensamento político. Para ele, homens eram iguais, com os mesmos direitos, se organizariam em sociedade por conveniência e necessidade.

A única função do governo seria assegurar o exercício desses direitos. Aos 37 anos, encontrou Benjamin Franklin em Londres defendendo os interesses das colônias americanas. O problema chamou sua atenção. Por isso, foi para a América, chegando à Pensilvânia em 1774. Nos Estados Unidos, enquanto trabalhava no Pensilvânia Magazine, publicou A Escravidão Africana Na América. Meses antes da independência, escreveu o panfleto Senso Comum, no qual defendia, numa linguagem simples e convincente, a causa da emancipação americana. A obra contribuiu para reforçar os ideais libertários e conquistar novos adeptos para a causa. Durante a Guerra da Independência, engajou-se no exército que lutava contra a Inglaterra. Lida no exército e em muitas vilas e cidades, A Crise, série de panfletos de sua autoria, concorreu para manter aceso o espírito de luta das tropas da colônia.

Também em Bem Público, escrito em 1780, incluiu os objetivos que considerava fundamentais para a política dos americanos naquele momento: a defesa da independência e a união dos estados. Durante o período de guerras, ocupou o cargo de secretário da Comissão dos Negócios Estrangeiros, como escrevente da Assembleia da Pensilvânia. Fez também uma curta viagem à França a fim de obter auxílio, em 1781. Além do reconhecimento do Congresso Americano, recebeu uma propriedade agrícola do Estado de Nova York e uma elevada soma em dinheiro do Estado da Pensilvânia. Tendo voltado à Europa, antes da Revolução Francesa, manteve contato com Thomas Jefferson, colaborou na redação da Declaração dos Direitos do Homem e defendeu a abolição da monarquia. Na Inglaterra, publicou Perspectivas Para o Rubicão, em 1787 — um ataque à política de guerra do país. Os Direitos do Homem, cuja primeira parte editou em 1791, foi escrito em defesa da Revolução Francesa, que estava sendo atacada.

Nessa obra, procurou, também, convencer os ingleses da necessidade de substituir a monarquia por uma república. Depois da publicação da segunda parte de Os Direitos do Homem, foi acusado de traição pelo governo. Buscou refugio na França, onde recebeu o título de cidadão honorário e foi eleito para a Convenção. Durante o período de domínio jacobino (1793 a 1794), foi preso e exilado, por haver votado a favor do desterro do rei Luís XVI (a Convenção foi mais rigorosa: condenou o rei à forca). Pouco antes de sua prisão, concluiu a primeira parte de A Idade da Razão, em que se propôs a provar a existência de um projetista divino, responsável pelo universo. Quando retornou à Convenção, depois da queda dos jacobinos, apontou num discurso de 1795 — Dissertação Sobre os Primeiros Princípios de Governo — os desvios que a revolução havia sofrido. Como não foi ouvido, resolveu abandonar a Convenção. Chamado por Thomas Jefferson, retornou aos Estados Unidos em 1802, onde morreu em 1809. Recebeu o título de um dos pais fundadores da nação norte-americana.


 

 

 



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