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de Pombal

SEBASTIÃO JOSÉ DE CARVALHO E MELO nasceu no dia 13 de maio de 1699 e morreu no dia 8 de maio de 1782. Filho de Manuel de Carvalho e Ataíde, fidalgo da província, com propriedade na região de Leiria e de sua mulher, Teresa Luísa de Mendonça de Melo, esta descendente de fidalgos estabelecidos no Brasil. Na juventude estudou Direito na Universidade de Coimbra e serviu no exército por um curto período. Quando se mudou para a capital, Lisboa, era um homem turbulento. Com trinta e nove anos, ingressou na vida pública. Orientado pelo tio, Paulo de Carvalho, iniciou-se na Política, tomando contato com pessoas importantes da corte. 

Em 1738, foi nomeado para a embaixada portuguesa em Londres, onde permaneceria por seis anos. No início do reinado de José I, recebeu o Ministério dos Negócios Estrangeiros e da Guerra. Depois, assumiu o Ministério da Administração das Minas do Brasil. E logo se revelou a mola mestra da nova administração nas lutas travadas com os jesuítas, com a velha nobreza portuguesa, com a Espanha, com os ingleses e com os franceses. Após a ocorrência de um terremoto em Lisboa (1775), assumiu a reconstrução da cidade, absorvendo o restante de poder que ainda não tinha. Tornou-se então o “homem forte” do governo. Uma de suas primeiras preocupações foi reforçar o aparelho do estado. Para isso, brigou com quase todos. 

Com a criação da Companhia Geral da Agricultura dos Vinhos do Alto Douro, em 1756, que adquirira o direito do monopólio da venda na cidade do Porto e de exportação para o Brasil, subiu o preço do quartilho de vinho nas tavernas da cidade. O povo reagiu contra o aumento — e foi violentamente reprimido. Com o objetivo de evitar a reação dos mais poderosos, proibiu a exportação do ouro e tentou limitar os principais benefícios e lucros a grupos restritos e privilegiados. Para estabelecer um sistema de defesa do grande mercador e conseguir a simpatia de parte da nobreza, criou algumas companhias comerciais: Companhia da Ásia (1753), Companhia do Pará e Maranhão (1755), Companhia da Pesca da Baleia (1756) e Companhia de Pernambuco e Paraíba (1759). Por outro lado, a fim de limitar o dinheiro disponível pelo pequeno comércio, regulamentou os empréstimos a juros, reduziu os direitos do tabaco e fixou os preços de compra e encargos de fretes.

A maior parte dessas medidas fiscais visava especialmente ao comércio com a principal colônia — o Brasil. Tais medidas despertaram violentas reações: luta armada no Brasil, revoltas populares no Porto, um atentado contra o rei e antagonismos dentro da burguesia de Lisboa. A todas essas revoltas, respondeu com repressão ainda mais violenta. Externamente, não obstante os conflitos de interesse entre portugueses e britânicos, sua política continuava a se apoiar na InglaterraNa última fase de seu governo, a oposição passou a exercer uma pressão cada vez mais consistente. Enquanto isso, ele procurava incrementar um certo tipo de instrução: promoveu a montagem da Aula de Comércio e do Real Colégio dos Nobres, além da criação da Real Mesa Censória, que tinha por função administrar e dirigiras escolas menores, fazendo parte de um amplo esquema de repressão que incluía o controle dos livros. Era a primeira vez que se tomavam providências no sentido de reorganizar os estudos depois dos alvarás de 1759 e 1760,

Essa decisão tirava dos jesuítas o direito de ensinar. Em 1752, foi efetuada a reforma da Universidade de Coimbra. De acordo com os historiadores, essa medida foi o maior mérito do seu governo. Com a morte do rei, que lhe dava total apoio, iniciou-se a reviravolta. Com a assunção da rainha Maria I, foi obrigado a sair de Lisboa, apedrejado pelo povo. Em 1779, um ano e meio após o seu afastamento, começou um processo em que foi acusado de abuso de poder, roubo e outros tipos de fraude. Tentou se defender, transferindo a responsabilidade de seus atos ao rei José I. Segundo ele, o monarca era o único culpado pelas perseguições e violências de que era acusado. A rainha considerou sua defesa um atentado à memória de seu pai. Ordenou, então, uma sindicância para apurar os atos do marquês. Foi condenado, mas devido à sua avançada idade (oitenta anos) e suas péssimas condições de saúde, acabou sendo desterrado. Faleceu em 1782.


 

 

 



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