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Categoria: Setores Econômicos
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producao industrial3Indústria

6/05/2020 — A produção industrial brasileira teve queda de 9,1% na passagem de fevereiro para março deste ano. Esse foi o maior recuo desde maio de 2018 (-11%) e o pior mês de março desde 2002. Segundo o IBGE, o resultado é reflexo das medidas de isolamento social provocadas pela pandemia do Covid-19. Na comparação com março de 2019, a queda chegou a 3,8%. A indústria acumula perdas de 2,4% na média móvel trimestral, 1,7% no ano e 1% em doze meses.

O impacto da pandemia fica evidenciado quando a comparação se dá com o mês de fevereiro, já que a taxa é fortemente negativa e representa a queda mais intensa desde maio de 2018, quando houve a greve dos caminhoneiros. E não apenas pela magnitude da taxa, mas também pelo alargamento por diversas atividades. Na passagem de fevereiro para março, houve quedas na produção em 23 dos 26 ramos industriais pesquisados, com destaque para veículos automotores (-28%), artigos do vestuário (-37,8%), bebidas (-19,4%), couro e calçados (-31,5%) e borracha e material plástico (-12,5%).

Por outro lado, três atividades tiveram alta na produção: impressão e reprodução de gravações (8,4%), perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (0,7%) e manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (0,3%). Entre as quatro grandes categorias econômicas da indústria, a principal queda ficou com os bens de consumo duráveis (-23,5%). As demais. Os bens de capital, isto é, máquinas e equipamentos usados no setor produtivo, caíram 15,2%, enquanto os bens de consumo semi e não-duráveis marcaram -12% e os bens intermediários (insumos industrializados usados no setor produtivo), -3,8%.A Pesquisa Industrial Mensal é feita pelo IBGE para orientar os rumos do Governo Federal no setor produtivo.