alimentos2Indústria

05/05/2019 — Com a queda de 1,3% em março, a indústria nacional acumulou -2,2% no primeiro trimestre, com perdas em três das quatro grandes categorias econômicas e em 16 das 26 atividades investigadas pela Pesquisa Industrial Mensal do IBGE. O resultado de março, na comparação com fevereiro, eliminou o aumento de 0,6% no mês anterior, com grande disseminação e intensidade nos recuos. A produção automobilística, por exemplo, que havia crescido 6,4% em fevereiro, registrou -3,2% em março. Também a indústria de alimentos, com -4,9%, eliminou parte do crescimento de 13,8% no mês anterior. Em São Paulo o recuou industrial marcou -1,3%.

Entre as grandes categorias econômicas, os bens intermediários (-1,5%) entraram no terceiro mês seguido de queda. Já os bens duráveis (-1,3%) e os semi e não duráveis (-1,1%) interromperam dois meses de crescimento. Apenas os bens de capital tiveram variação positiva de fevereiro para março (0,4%), entrando no segundo mês seguido de taxas positivas. Na comparação com março de 2018, observou-se a continuidade do efeito negativo que o rompimento da barragem em Brumadinho (MG) teve nas indústrias extrativas (-14%) e automotivas (-13,3%). Essas atividades exerceram as maiores influências negativas no índice da indústria. Os problemas de Brumadinho alcançaram outras regiões do país, com destaque para o Pará, cuja produção caiu 11,3%.

calcados1Emprego

05/05/2019 — O desempenho negativo da produção industrial em março refletiu nas contratações com carteira assinada. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados da Secretaria Nacional do Trabalho, o saldo do emprego no terceiro mês do ano ficou negativo em 3.080 vagas. Esse saldo é decorrente das 216.003 admissões no confronto com as 219.083 demissões registradas. Dentre os doze ramos industriais registrados no CAGED, o pior desempenho no emprego formal também ficou com a indústria alimentícia, com a eliminação de 8.700 vagas. Em seguida, vem a indústria do papel, com menos 1.058 vagas de trabalho. Do lado positivo, o destaque vai para a indústria de calçados, com a criação de 1.842 novas vagas em março de 2019.


 

 

 



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