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15/09/2020 — Em julho de 2020, o volume de serviços no Brasil cresceu 2,6% frente a junho, na série com ajuste sazonal. Essa é a segunda taxa positiva seguida, acumulando um ganhos de 7,9%. Esse resultado, contudo, sucede a uma sequência de quatro taxas negativas (entre fevereiro e maio deste ano), período em que acumulou perdas de -19,8%. Na série sem ajuste sazonal, no confronto com julho de 2019, o volume de serviços recuou -11,9% em julho de 2020, a quinta taxa negativa. No acumulado do ano, o volume caiu -8,9% frente a igual período de 2019. O acumulado nos últimos doze meses (-4,5%) mantém trajetória descendente desde janeiro (1,0%), com o resultado negativo mais intenso desde julho de 2017 (-4,6%).

A expansão de junho para julho foi observada em quatro das cinco atividades investigadas pela pesquisa do IBGE. O destaque ficou com os “serviços de informação e comunicação” (2,2%) e o “serviços de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio” (2,3%). O primeiro acumulou um ganhos de 6,3% nos últimos dois meses, mas ainda sem eliminar as perdas de -9,2% dos cinco primeiros meses do ano. Já o segundo cresceu 14,4% entre maio e julho depois de recuar -25,2% no período março-abril. Os demais avanços vieram dos “serviços profissionais, administrativos e complementares” (2,0%) e dos “outros serviços” (3,0%). Em contrapartida, o único resultado negativo de julho ficou com os “serviços prestados às famílias”. Caiu -3,9% após avançar 12,2% entre maio e junho.

Regionalmente, a maior parte (20) das 27 unidades da federação mostrou expansão no volume de serviços em julho de 2020 na comparação com junho, acompanhando o avanço observado no Brasil. Entre os locais com resultados positivos, São Paulo (1,6%) e Rio de Janeiro (3,3%) registraram os principais avanços. Outras contribuições positivas relevantes vieram do Rio Grande do Sul (3,5%) e do Distrito Federal (5,2%). Em contrapartida, o Ceará (-2,5%) e Bahia (-0,9%) tiveram os principais impactos negativos. Frente a julho de 2019, houve recuo em 25 das 27 unidades da federação. A principal influência negativa ficou com São Paulo (-10,7%), seguido pelo Rio de Janeiro (-9,2%), Minas Gerais (-11,8%), Paraná (-15,4%), Bahia (-26,4%) e Rio Grande do Sul (-14,4%). As únicas contribuições positivas vieram do Mato Grosso (0,8%) e de Rondônia (5,2%).


 

 



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