Poupança — 2018 — Semestre
balanco junho18

14/07/2018 — Os depósitos na caderneta de poupança superaram os saques em R$ 5,6 bilhões em junho, informou o Banco Central. Trata-se do quarto mês seguido de resultado positivo. Em janeiro e fevereiro, os saques foram superiores aos depósitos. Considerando todo o primeiro semestre de 2018, o resultado também foi positivo: os depósitos superaram os saques em R$ 7,3 bilhões. Esse é o melhor desempenho para o período desde 2014, quando o saldo positivo foi de R$ 9,6 bilhões. Nos primeiros seis meses do ano passado, os saques da poupança foram superiores aos depósitos, em R$ 12,3 bilhões. Com a entrada de recursos em junho, o volume total aplicado na Caderneta de Poupança passou de R$ 740,6 bilhões no fim de maio para R$ 749,1 bilhões em junho.

De acordo com a legislação atual , a remuneração dos depósitos de poupança é composta de duas parcelas: a remuneração básica, dada pela Taxa Referencial, e a remuneração adicional, correspondente a 0,5% ao mês, enquanto a meta da Taxa Selic ao ano for superior a 8,5%, ou 70% da meta da Taxa Selic ao ano, mensalizada, vigente na data de início do período de rendimento, enquanto a meta da taxa ao ano for igual ou inferior a 8,5%. A remuneração dos depósitos é calculada sobre o menor saldo de cada período de rendimento. O período de rendimento é o mês corrido, a partir da data de aniversário da conta de depósito de poupança, para os depósitos de pessoas físicas e de entidades sem fins lucrativos. Para os demais depósitos, o período de rendimento é o trimestre corrido, também contado a partir da data de aniversário da conta.

Desempenho Em 2017
05/01/2017 — De acordo com relatório divulgado pelo Banco Central, os depósitos na caderneta de poupança, em 2017, superaram as retiradas em R$ 17,1 bilhões. O resultado aponta uma mudança de tendência em relação aos dois anos anteriores, que tiveram saques superiores aos depósitos. Esse foi o melhor desempenho em três anos. No ano passado, os depósitos totalizaram R$ 2,085 trilhões e os saques R$ 2,068 trilhões. Com a entrada líquida de recursos na poupança, ou seja, com os depósitos superando os saques, no final de 2017 o estoque dos valores depositados teve aumento. O volume total aplicado passou de R$ 664,99 bilhões, em 2016, para R$ 724,60 bilhões, em 2017. Essa melhoria na caderneta de poupança ocorre na esteira da gradual recuperação da economia, após dois anos de profunda recessão.

CADERNETAS DE POUPANÇA — Foram concebidas pelo imperador Dom Pedro II em 1861 com o decreto que instituiu e regulou a Caixa Econômica Federal. Tinha na época o objetivo único de remunerar depósitos com juros de 6% ao ano com a garantia do governo imperial. Essa modalidade de investimento era destinada às pessoas de baixa renda e permitia depósitos de até 50 mil réis. Em 1874, o rendimento da caderneta de poupança foi alterado através de um novo decreto. Pela nova norma, ficou estabelecido que as taxas de juros remuneratórios nunca seriam superiores a 6% ao ano e que seus valores seriam fixados anualmente pelo governo imperial.

Em 2012, a legislação brasileira determinou que os depósitos na caderneta de poupança realizados até 3 de maio daquele ano continuassem recebendo remuneração adicional de 0,5% ao mês (além da remuneração básica). Os depósitos realizados a partir de 4 de maio de 2012 (a então nova poupança), passaram a receber remuneração adicional variável de acordo com a meta estabelecida pelo Sistema Especial de Liquidação e de Custódia, mais conhecido como Taxa Selic. Com essas alterações, a rentabilidade adicional da caderneta de poupança passou a ficar sujeita às variações da referida taxa, mas mantendo-se limitada a 0,5% ao mês durante períodos de altas taxas de juros. Por isso, segundo os economistas, quanto menor for a Selic melhor será o investimento na caderneta de poupança.


 

 



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