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14/01/2021 — Em novembro de 2020, o volume de serviços no Brasil cresceu 2,6% frente a outubro na série com ajuste sazonal. Sexta taxa positiva seguida, os ganhos acumulados registram 19,2%. Na série sem ajuste sazonal, no confronto com novembro de 2019, o volume recuou -4,8%, a nona taxa negativa seguida. Em 2020, o volume caiu -8,3% frente a 2019. O acumulado nos doze meses do ano (7,4%) manteve a trajetória descendente iniciada em janeiro (1,0%) e apontou o resultado negativo mais intenso desde o início da série histórica iniciada para esse índice em dezembro de 2012. Embora tenha crescido em novembro, o avanço ainda é insuficiente para reverter a perda de 19,6% verificada entre fevereiro e maio.

Assim, o volume de serviços no Brasil ainda se encontra 14,1% abaixo do recorde histórico de novembro de 2014 e 3,2% abaixo de fevereiro de 2020. A alta de 2,6% em novembro foi acompanhada pelas cinco atividades investigadas pelo IBGE. Os destaques ficaram com as áreas de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (2,4%), serviços prestados às famílias (8,2%) e serviços profissionais, administrativos e complementares (2,5%). Os dois primeiros setores foram os mais afetados pela pandemia da COVID-19, pois tratam-se de serviços de caráter presencial. Os transportes, com a sétima alta seguida, já acumulam ganhos de 26,7% entre maio e novembro, mas ainda necessitam avançar 5,4% para voltar ao nível de fevereiro.

Os serviços prestados às famílias registraram a quarta alta seguida e já acumulam ganhos de 98,8% nos últimos sete meses, mas ainda precisam crescer 34,2% para retornar ao patamar de fevereiro. Por sua vez, os serviços profissionais, administrativos e complementares chegaram a ganhos de 9,5% no período de junho a novembro após caírem 16,8% entre fevereiro e maio. Os demais avanços vieram dos serviços de informação e comunicação (0,5%) e de outros serviços (0,5%). A primeira acumula ganhos de 4,6% de setembro a novembro e a segunda voltou a subir após ter recuado 3,9% em outubro. Ambos são os únicos setores que já superaram o nível de fevereiro, impulsionados pelos bons desempenhos dos segmentos de tecnologia da informação e dos serviços financeiros auxiliares.

Em outubro
19/12/2020 — O setor de serviços avançou 1,7% na passagem de setembro para outubro. Esse é o quinto resultado positivo consecutivo, acumulando ganho de 15,8% no período. O resultado, entretanto, ainda é insuficiente para compensar as perdas de 19,8% entre fevereiro e maio, causadas pela pandemia da Covid-19. O volume de serviços prestados está 16,6% abaixo do recorde histórico alcançado em novembro de 2014 e 6,1% inferior a fevereiro de 2020. Os dados constam da Pesquisa Mensal de Serviços divulgada pelo IBGE. Em relação a outubro de 2019, o setor recuou 7,4%, registrando a oitava taxa negativa seguida nessa comparação.

No ano, a queda marca 8,7%, enquanto nos últimos doze meses o recuo chegou a 6,8%, resultado negativo mais intenso desde dezembro de 2012, no início da série histórica. Na passagem de setembro para outubro, quatro das cinco atividades pesquisadas cresceram. O destaque ficou com a área de “informação e comunicação” (2,6%). Este setor, porém, ainda acumula queda de 2,3% no ano. O segmento de tecnologia da informação mostrou recuperação, sendo um dos poucos com resultado positivo no acumulado do ano (7,4%). Do lado negativo, segundo os dados, a área de “atividades turísticas”, embora com expansão de 7,1% em outubro, precisa avançar 54,7% na alta temporada que começa em dezembro para retomar ao patamar de fevereiro.


 

 



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