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15/05/2020 — O volume de vendas do comércio varejista do Brasil caiu 2,5% na passagem de fevereiro para março deste ano. Segundo a Pesquisa Mensal de Comércio do IBGE, o recuou veio depois de uma alta de 0,5% de janeiro para fevereiro. O resultado influenciou-se pelas medidas de isolamento impostas em razão da pandemia do novo coronavírus. Na comparação com março de 2019, houve decréscimo de 1,2%. Apesar disso, o setor acumula altas de 1,6% no ano e de 2,1% em doze meses. Na passagem de fevereiro para março, a queda só não foi maior porque a área dos “supermercados e alimentos” teve alta de 14,6%.

Além dos supermercados, segundo o IBGE, o isolamento social nas grandes cidades não atingiu as farmácias, consideradas também uma atividade essencial. Por isso, os artigos farmacêuticos e médicos tiveram crescimento (1,3%). As outras seis atividades de varejo pesquisadas tiveram queda nas vendas: tecidos, vestuário e calçados (-42,2%), livros, jornais, revistas e papelaria (-36,1%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (-27,4%), móveis e eletrodomésticos (-25,9%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-14,2%) e combustíveis e lubrificantes (-12,5%). A recuperação dessas área somente deverá ocorrer depois da passagem da crise.

O varejo ampliado, que também inclui materiais de construção e veículos, teve redução de 13,7% devido aos recuos de 36,4% na venda de veículos, motos e peças e de 17,1% nos materiais de construção. O varejo ampliado teve queda de 6,3% na comparação com março de 2019. O setor se mantém estável no acumulado do ano e apresenta alta de 3,3% no acumulado de doze meses. A receita nominal do comércio varejista teve queda de 1% na comparação com fevereiro deste ano e altas nos outros tipos de comparação: 2,6% em relação a março de 2019, 5,6% no acumulado do ano e 5,3% no acumulado de doze meses. A receita nominal do varejo ampliado marcou retração de 12% na comparação com fevereiro deste ano e de 2,8% em relação a março de 2019. No acumulado do ano, houve alta de 3,3% e, no acumulado de doze meses, de 4,5%.


 

 

 



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