Península

27/04/711 — O dia 27 de abril do ano 711 (há 1.315 anos) é o dia historicamente aceito para marcar o início da invasão da Península Ibérica (Espanha e Portugal) pelos muçulmanos. O processo de invasão se estendeu até o ano 726. Tropas islâmicas vindas do Norte da África, sob o comando do general berbere Tárique ibn Ziade, cruzaram o Estreito de Gibraltar e penetraram o território. Venceram o Rodrigo, o último rei dos visigodos da Espanha na Batalha de Guadalete. Nos anos seguintes, os muçulmanos foram expandindo suas conquistas na península. Apropriaram-se do território que, futuramente, viria a ser designado em árabe como Al-Andalus.

Além da dissolução do Reino Visigótico, estabeleceu-se o Emirado Independente de Córdova. O emir Abderramão 1.º, considerado o fundador do emirado, conquistaria posteriormente outra parte da região, o que permitiu a consolidação do império muçulmano. Essas conquistas marcaram profundamente a história do continente europeu. Os muçulmanos permaneceram na Península Ibérica por quase oitocentos anos, de 711 até 1492. A presença deles terminou com a queda do Reino de Granada, o último reduto conquistado pelos reis católicos Fernando e Isabel. A presença árabe e muçulmana na Península Ibérica deixou um legado profundo e transformador em diversos campos. Influenciou significativamente a cultura, a ciência e a economia da região.

TariqueTARIQUE IBN ZIADE — Comandante militar muçulmano. Nasceu em dia e mês incertos do ano 670. Morreu em dia e mês incertos do ano 720. Ainda não foi possível provar, mas é possível que ele tenha sido um escravo liberto do Muça ibne Noçáir, governador do Norte de África (Magrebe). Muça o incumbiu de defender a posição de um grupo de herdeiros do Rei Vitiza, uma facção inimiga do Reino Visigótico, com altas posições na hierarquia visigótica. A 27 de abril de 711, o exército do Tárique desembarcou no rochedo a que posteriormente se chamou Jabal Tárique, hoje conhecido como Gibraltar. O conquistador ficou pouco tempo na Península Ibérica. Voltou para o Norte da África para apoiar o governador Muça, que estava enfrentando problemas políticos.


 

 

 



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