Rebecca
Nasceu em Arã-Naarim, uma cidade do território identificado depois como Mesopotâmia (atuais territórios da Síria e do Iraque), ao longo do curso superior do Rio Eufrates. Vivia de forma muito tranquila junto do pai e do irmão. As coisas mudaram quando o patriarca Abraão mandou um servo de confiança à sua cidade para buscar uma esposa para o filho Isaque. O servo pediu um sinal a deus: a moça que lhe desse de beber e também oferecesse água para seus camelos seria a escolhida. Rebecca fez exatamente isso. Demonstrando grande bondade e disposição, deu de beber ao servo e aos animais dele.
Maravilhado, o servo dirigiu-se ao pai da moça e explicou a sua missão. Consultada pelo pai, a moça aceitou o pedido e viajou para Canaã (hoje território da Jordânia) para se casar com o Isaque. O casal ficou vinte anos sem gerar filhos. Embora a Bíblia não mencione, presume-se que a Rebecca deu a luz aos gêmeos Esaú e Jacó com cerca de quarenta anos. Durante a gravidez, deus teria revelado à mulher que duas nações sairiam do ventre dela e que o mais novo dos filhos serviria ao mais velho. Com o passar dos anos, ela manifestou a sua preferência pelo Jacó e arquitetou um estratagema para enganar o Isaque para a bênção da progenitura que pertencia ao Esaú.
Na aparência ideal, a Rebecca quando jovem era de uma beleza impressionante. Ela é descrita como uma donzela que exalava saúde, juventude e força para carregar pesados jarros de água. Como natural da Mesopotâmia, os traços físicos ideais dela incluem tons de pele oliva, bronzeada pelo sol do deserto. Os olhos são expressivos e escuros. Os cabelos são longos, escuros e densos, geralmente traçados ou presos para facilitar o trabalho. Na postura e expressão, a Bíblia foca muito nas atitudes da Rebecca. Embora de família abastada, ela não era uma princesa intocável. Os relatos destacam sua extrema cortesia e determinação. Sua expressão facial jovem misturava a inocência de moça com a firmeza de uma futura líder. Liderança para a qual estava predestinada
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