Amianto

01Grupo de fibras minerais compostas por silicatos de magnésio, ferro, sódio ou cálcio. Essas fibras ocorrem naturalmente em determinadas rochas, podendo estar incrustadas ou visíveis. As fibras de amianto podem ser classificadas em anfibólios e serpentinas. É historicamente utilizado na construção civil e na indústria devido à sua alta resistência ao fogo, ao calor e a produtos químicos. Serve principalmente para produzir telhas, caixas d'água, isolamentos térmicos/acústicos. Na indústria automotiva, é usado em lonas de freio, pastilhas e discos de embreagem.

O termo deriva da palavra grega antiga “amianthus” (“αμίαντος”), cujo significado é "puro", "incorruptível" ou "sem mancha". O filósofo grego Teofrasto (371–287 a.C.) fez a primeira menção escrita conhecida do amianto no “Tratado Sobre as Pedras” (“De Lapidibus”) por volta do ano 300 a.C. Depois, no ano 60 da era comum, o naturalista romano Caio Plínio Segundo registrou detalhadamente o material na sua obra “História Natural”, denominando-o “asbestinon” (inextinguível), de onde surgiu o termo em inglês “asbestos” (indestrutível). O Brasil é um dos maiores exportadores do amianto. As maiores reservas estão localizadas no município de Minaçu no Estado de Goiás. No valor comercial, esse grupo de fibras é considerado um material muito perigoso para a saúde.

Referência

plinioPLÍNIO, O VELHO — O Caio Plínio Segundo nasceu em dia e mês incertos do ano 23 da era comum na cidade de Como na Região da Lombardia, então território do Império Romano. Morreu no ano 79 na cidade de Estábia na Região da Campânia, vítima do vulcão Vesúvio. Antes de se tornar um importante oficial da marinha romana, fez fama como naturalista, historiador e gramático. Na sua obra “História Natural”, ele explicitou muito do conhecimento do seu tempo. Ele coletava materiais em diversas partes do império e deles fazia extratos. A sua coleção de extratos chegou a 160 volumes. Os manuscritos originais da antiguidade se perderam ao longo da Idade Média. Os textos que se conhecem hoje sobreviveram graças a cópias medievais.


 

 

 



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