q-bocaiuva1Quintino Bocaiúva

Quintino Antônio Ferreira de Souza Bocaiúva nasceu no dia 4 de dezembro de 1836, na cidade de Itaguaí, Rio de Janeiro. Morreu no dia 11 de junho de 1912, na cidade do Rio de Janeiro.

Além de político, foi jornalista e dramaturgo. Estudou na Faculdade de Direito de São Paulo, mas, por dificuldades financeiras, não chegou a se formar. Quanto estudante, colaborou no órgão estudantil “Acabaia” e fundou, com Francisco Otaviano, o jornal “A Honra”, que professava princípios republicanos. Colaborou a seguir no jornal “O Ipiranga”, órgão do Partido Liberal. De volta ao Rio de Janeiro, trabalhou no “Diário do Rio de Janeiro” e depois no “Correio Mercantil”. Finda a Guerra do Paraguai, começou a propagar as suas ideias antimonarquistas. Publicou o violento manifesto do primeiro número do jornal “A República”, em 1870. A seguir, fundou “O Globo” (1874) e dirigiu, a partir de 1884, “O País”.

No governo provisório da república, ocupou os postos de ministro das relações exteriores e da agricultura. Como chanceler, tentou resolver o problema das missões, firmando um tratado com a Argentina. Entretanto, o documento não tinha condições de prosperar. Ao submetê-lo ao Congresso Nacional, ele próprio pediu para que fosse rejeitado. Em 1890, foi eleito senador, pelo Rio de Janeiro, para a Assembleia Nacional Constituinte. No ano seguinte, após o golpe de Deodoro da Fonseca, esteve preso, acusado de conspirar contra o governo. Renunciou ao mandado, mas foi reeleito em 1891. Foi senador até 1909. Na literatura, deixou textos não muito brilhantes para o teatro. Foi cognominado de “O Patriarca da República” e de “Príncipe dos Jornalistas Brasileiros”.


 

 



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