Afresco
Técnica de pintura aplicada em paredes e tetos. Consiste em pintar sobre uma camada de revestimento recente, fresco, de nata de cal, gessou ou outro material apropriado ainda úmido, de modo que possibilite o embebimento da tinta. Como escreveu o autor paraibano José Lins do Rego na obra “Gordos e Magros”: “Quando um pintor pinta um retrato, não é uma abstração que ele compõe. É o homem que ele quer descobrir sempre. Agiu com esse critério absolutamente humano o pintor Cândido Portinari nos afrescos do Ministério da Educação”.
No funcionamento da técnica, o artista dilui pigmentos minerais em pó apenas em água. Na fusão com a parede, a tinta penetra no reboco úmido. Quando a parede seca, ocorre uma reação química que faz o pigmento se integrar à estrutura da argamassa. Como a argamassa não pode secar antes da pintura, o artista divide o trabalho em pequenas áreas que consegue pintar em apenas um dia. A pintura após isso passa a fazer parte da própria parede. Essa pintura resiste por séculos se o local não apresentar excesso de umidade. A origem do afresco é antiga. Remonta ao Antigo Egito dos ano 3500 a.C.
A técnica foi bastante usada na Antiguidade Clássica (Grécia, Roma e na cidade de Pompeia). No auge do Renascimento, a técnica se tornou mundialmente famosa ao ser aplicada em igrejas e palácios italianos por grandes mestres. O afresco mais perfeito do mundo, de acordo com a crítica especializada, é o “A Criação de Adão”, do italiano Michelangelo, trabalho feito no teto da Capela Sistina no Vaticano. Além do Michelangelo, os maiores mestres do afresco foram o Rafael Sanzio (1483-1520) e o Fra Angelico (1395-1455). No Brasil, os maiores mestres foram o Mestre Ataíde (1762-1830), o Di Cavalcanti (1897-1976) e o Cândido Portinari Portinari (1903-1962).
Follow @otiooda
© 2017 Tio Oda - Todos os direitos reservados