Aipo
APIUM GRAVEOLENS é uma planta aromática comestível da família das apiáceas. Todas as partes vegetativas podem ser consumidas: a raiz, o caule e as folhas. A raiz é utilizada na confecção de sopas e caldos, o caule em saladas — e no coquetel Bloody Mary — e as folhas como condimento parecido com a salsa. As folhas podem ser desidratadas. Também são usadas como fonte do óleo. A espécie foi descrita pela primeira vez pelo botânico sueco Carlos Lineu, que a publicou na obra “Espécies de Plantas”.
No Século 17, o aipo foi cultivado pelos italianos a partir de um tipo silvestre. Daí vieram variedades menos amargas. Antes disso, o sabor era obtido do aipo selvagem e do levístico, planta que dá sabor aos alimentos. No Século 19, começou a ser usado de forma generalizada na Inglaterra e nos Estados Unidos. Na páscoa judaica, a raiz é usada na preparação do sêder, uma refeição festiva e altamente estruturada que reconta a história da libertação dos israelitas da escravidão no Egito. A maior produtora mundial de aipo é a China. No Brasil, a produção concentra-se em cidades do Estado de São Paulo: Ibiúna, Piedade, Mogi das Cruzes e Vargem Grande Paulista.
Pesquisas medicinais apontam que o aipo encerra propriedades alcalinizantes, laxantes e tônicas, entre outras. Graças ao elevado teor vitamínico, essa hortaliça protege o organismo contra diversas enfermidades, especialmente o ácido úrico, a asma e as inflamações internas. Na composição química, 100 gramas de aipo contêm dezoito calorias, sendo então ideal para o exercício do controle do peso. Essas mesmas 100 gramas contêm 94% de água, 3,30% de carboidratos, 1,20% de sais minerais, 1,10% de proteínas e 0,40% de gorduras. Nas vitaminas, são em 100 gramas 2,2 miligramas de Vitamina C, 231 microgramas de Vitamina A e 65 microgramas de Vitamina B1. Nos sais minerais, em 100 gramas, são 316 miligramas de potássio, 84 miligramas de sódio e 72 miligramas de fósforo.