osvaldo-aranha in2Síntese Biográfica
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OSVALDO EUCLIDES DE SOUZA ARANHA nasceu no dia 15 de fevereiro de 1894, na cidade de Alegrete, Rio Grande do Sul. Morreu no dia 27 de janeiro de 1960, na cidade do Rio de Janeiro.

Formou-se bacharel pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro. Após, transferiu-se para cidade de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, para exercer a advocacia. Na década de 1920, filiou-se ao Partido Republicano, tornando-se intendente (prefeito) de sua cidade natal. Em 1923, foi nomeado subchefe de polícia de Porto Alegre e comandou as forças governamentais de repressão da Revolução Federalista. Em 1928, foi convidado pelo então governador do Rio Grande do Sul, Getúlio Vargas, para exercer o cargo de secretário do Interior e da Justiça do estado. Participou ativamente da conspiração que resultaria na Revolução de 1930.

Instalado o governo provisório da revolução, assumiu os ministérios da Fazenda, do Interior e da Justiça. Em 1934, foi nomeado embaixador do Brasil nos Estados Unidos, ficando no cargo até 1937. Com o advento do Estado Novo, tornou-se ministro das Relações Exteriores. Nesta condição, chefiou a delegação brasileira e presidiu a primeira sessão especial da Assembleia Geral da ONU, em 1947, na cidade de Nova York. Em 1944, deixou o governo de Getúlio Vargas. Voltou ao governo com o presidente Juscelino Kubtscheck, em 1953, como ministro da Fazenda, cargo que ocupou até 1954. Devotava um ódio incomum aos paulistas. Veja o que escreveu na época da Revolução Constitucionalista de 1932:

“Todos os grandes movimentos e, particularmente, os brasileiros têm causas econômicas, ainda que conjugadas com políticas. A riqueza ocasional ou a pobreza ocasional determinam revoluções do alto ou revoluções de baixo. É assim no mundo e assim no Brasil. A revolução paulista foi tipicamente uma revolução do alto, feita pelos erros das valorizações do café, das indústrias alfandegárias, das fortunas fáceis, criando uma mentalidade de grandezas, de ganâncias, de exaltações, de incontinências e de hegemonias incompatível com a nova política do país de economia e de igualdade dos estados.

Foi assim que, a despeito de todas as concessões do governo e de todos os favores do Tesouro, a união dos elementos representativos dessa civilização — industriais, capitalistas, comerciantes, políticos, etc. — fez-se com o fim de restabelecer a velha ascendência econômico-política a cuja sombra prosperavam como empobrecimento e o sacrifício do resto do país. A revolução era, como foi, inevitável. Atuaram para sua eclosão coeficientes fatais e irrevogáveis em dadas crises dos povos. Tudo se faz — sobrestar a cobrança de 2% do ouro, financiar o café, dar governo autônomo, mudar chefe militar — em vão.

A conspiração aos interesses criados é superior à boa-vontade, à boa-fé e à previsão dos governos. Nada evitou, nem evitaria, a eclosão paulista, salvo a devolução integral do poder a São Paulo. A prova foi dura. Saiu, porém, dela o nosso Brasil desvencilhado para crescer e viver sem tutelas nem predomínios contrários à sua índole e às suas necessidades. Caiu, com o movimento paulista, o último reduto do passado.”

 

 



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