rilke1Rainer Maria Rilke

RAINER KARL WILHELM JOSEPH MARIA RILKE nasceu no dia 4 de dezembro de 1875, na cidade de Praga (atual República Tcheca). Morreu no dia 29 de dezembro de 1926, na localidade de Valmont, Suíça.

Era filho de um ex-oficial de carreira e inspetor de ferrovias com uma filha de comerciante, ambos descendentes de alemães. Eles se separaram quando o autor tinha apenas nove anos, deixando-o de certa forma órfão. Por outro lado, foi o único dos filhos que conseguiu sobreviver. A mãe, saudosa de uma das filhas que tinha morrido, deu-lhe o nome de René (renascido) e o vestia e tratava como se fosse uma menina. Dos onze aos quinze anos, estudou em academias militares. Foram anos de sofrimento diante da disciplina dos quartéis, que impedia a livre expansão sua criatividade. Desfez-se do exército, alegando saúde precária.

Depois disso, estudou durante um ano numa academia de comércio. Em seguida, foi morar com o pai em Praga e passou a estudar na faculdade de direito de sua cidade natal. Em 1896, transferiu-se para Munique e, um ano depois, estava em Berlim, onde passou a se dedicar aos cursos de história da arte. Nos anos de juventude, sofreu a influência literária de Jens Peter Jacobsen (1847-1885). Ao mesmo tempo, escrevia continuamente em prosa e verso, sem, contudo, produzir algo de significativo. Em 1897, apaixonou-se por Lou Andreas-Salomé (1861-1937), mas ela era casada com um famoso orientalista. Apesar disso, foram amigos pelo resto da vida. Em 1899, acompanhou o casal à Rússia, onde pela primeira vez teve a sensação de “estar em casa”. Voltou para a Alemanha em 1901.

Em 1902, dirigiu-se a Paris, a fim de escrever uma biografia de Auguste Rodin, pelo qual nutria grande admiração. Ficaram amigos, brigaram, se reconciliaram e passaram a morar juntos em 1908. Essa convivência teria influência decisiva em sua obra. No início da Primeira Guerra Mundial em 1914, encontrava-se novamente na Alemanha. Estranhamente, compôs poemas em tom apocalíptico ao deus da guerra. A guerra, no entanto, só lhe causaria sofrimentos, obrigando-o a servir na infantaria de reserva e em funções burocráticas em Viena. Durante uma parte do conflito viveu também em Munique. Segundo a crítica, sua poesia provocava a reflexão existencialista e instigava os leitores a se defrontarem com questões próprias do desencantamento da primeira metade do século XX.

Principais obras
1894 — Vidas e Canções
1902 — O Livro das Imagens
1905 — O Livro das Horas
1907 — Novos Poemas
1913 — A Vida de Maria
1923 — Elegias de Duíno
1923 — Sonetos de Orfeu

 

 


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