os-livros-da-selva15aRudyard Kipling

24/12/2015 — Já está nas livrarias uma joia rara: “Os Livros da Selva”, do anglo-indiano Rudyard Kipling (1865-1936). Esses livros foram concebidos entre 1894 e 1895, com base nas lembranças que autor tinha da sua vida na Índia. Essas histórias costumam ser enquadradas pela crítica no gênero infanto-juvenil. Entretanto, através dos animais que narram e protagonizem os textos — da cobra píton Kaa à pantera Bagheera —, o autor retrata aspectos às vezes sombrios da natureza humana. Contos como “Os Necrófagos”, no qual três bichos debatem sobre sua dieta carnívora, são mesmo perturbadores. Kipling tornou-se um escritor cultuado no século XX graças ao seu personagem mais famoso: Mogli, que foi eternizado pelo filme-animação produzido pelos Estúdios Disney.

rudyard-kipling in1Joseph Rudyard Kipling nasceu no dia 30 de dezembro de 1865, na cidade de Bombaim, Índia. Morreu no dia 18 de janeiro de 1936, na cidade de Londres, Inglaterra. Romancista e poeta, filho do conservador do Museu de Lahore, estudou na Inglaterra, mas retornou para a Índia em 1882. Iniciou-se no jornalismo aos 17 anos. Aos 21, publicou o primeiro livro, Cantigas Departamentais (1886). No ano seguinte, saiu a primeira coletânea de narrativas, Simples Contos das Colinas. Sua vasta obra, que elogia o imperialismo britânico, a glória militar e a grandeza dos anglo-saxões, compreende poemas (Baladas da Caserna, de 1892), narrativas (Três Soldados, de 1888) e romances (A Luz Que Falhou e A Luz Que Se Apagou, de 1890).

Na verdade, tornou-se famoso especialmente pelos livros de aventuras para crianças, entre os quais Os dois Livros da Selva (1894 e 1895), Capitães Corajosos (1897) e Kim (1901). Este último — considerado a sua obra-prima — é um romance que, tomando como herói um menino, apresenta o quadro dos aspectos mais pitorescos da Índia. Esses livros foram fartamente adaptados para o cinema, especialmente O Livro da Selva, que fez a fama do personagem Mogli, o menino lobo. A mais recente adaptação, porém, de 2012, foca um dos seus contos de horror e atende pelo nome de A Marca da Besta. Recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1907, pelo conjunto da obra. Em outubro de 2006, a Editora Landmark, lançou o livro As Crônicas do Brasil, escrito em 1927, no qual o autor conta a viagem que fez ao país. Entre os registros mais curiosos, está a sua participação no carnaval carioca, quando se misturou aos foliões nas guerras de lança-perfume.



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