sempre-em-movimento1Oliver “Sempre Em Movimento”

31/07/2015 — Já está nas livrarias a autobiografia “Sempre Em Movimento”, do dublê de neurologista e escritor Oliver Sacks. Nela, o autor conta a sua esplêndida trajetória, marcada por sexo, drogas, livros e a vitória final. É a narrativa do que ele chama de “uma vida longa e feliz”. Essa vida, entretanto, não lhe chegou pronta. Ele teve de inventá-la. E o fez com a voracidade de um vulcão. O seu trabalho em neurologia, inclusive, resultou num filme de sucesso — “Tempo de Despertar” —, lançado em 1990. Suas experiências com uma nova droga levou vários pacientes de um hospital psiquiátrico, que estavam há muito tempo “adormecidos”, a despertarem do seu trauma. A autobiografia, com 354 páginas, sai pela Companhia das Letras.

o-saks1Oliver Sacks
Oliver Wolf Sacks
nasceu no dia 9 de julho de 1933, na cidade de Londres, Inglaterra. Caçula de quatro filhos, nasceu numa estável família de classe média, formada por um casal de médicos. Estudou na Universidade de Oxford, uma da maiores do mundo. Por trás desses privilégios, porém, esconde-se uma vida de conquistas dolorosas. Ainda na escola primária, teve de sair da cidade natal por causa da Segunda Guerra Mundial. Foi morar num colégio interno, comandado por um diretor sádico, cuja predileção era espancar os alunos. Ser judeu e homossexual era crime na Inglaterra de então.

A sexualidade foi o primeiro grande desafio. Aos 18 anos, foi confrontado pelo pai, que arrancou dele a confissão de que era gay. Foi chamado de “abominação” pela mãe. Aos 27 anos, formado em medicina, mudou-se para a Califórnia, nos Estados Unidos. Passou a viver na cidade de São Francisco, onde passava o tempo em cima de uma motocicleta e praticava musculação. Rejeitado seguidamente por dois companheiros, entregou-se a um vasto cardápio de drogas nos anos de 1960. Durante quatro anos, foi dependente de anfetaminas. Seus abusos eram tantos que os próprios amigos duvidavam que ele chegasse aos 35 anos. E, no entanto, chegou — e teve uma vida longa e feliz.

tempo-de-despertar1Deixou as drogas e reatou as relações com a família. Esse rumo foi encontrado quando conheceu o trabalho do neuro-psicólogo soviétivo Alexander Luria (1902-1977), o qual relatava os seus casos clínicos com uma prosa tão literária que pareciam romances. Passou, então, a conciliar dois talentos: a neurologia, que tanto o fascinou, e a escrita, cotidianamente praticada desde os 14 anos em intermináveis diários. Seu primeiro sucesso literário — “Tempo de Despertar” —, já trazia a marca dos trabalhos seguintes: um interesse pelos mistérios do cérebro, da mente e da imaginação, expostos a partir de casos médicos. Os livros lhe renderam dinheiro e fama. Embora desdenhado pelos seus colegas neurologistas, ele também se alçou ao primeiro escalão da ciência.

Livros Publicados
1970 — Enxaqueca
1973 — Tempo de Despertar
1984 — Com Uma Perna Só
1985 — O Homem Que Confundiu a Mulher Com Um Chapéu
1989 — Vendo Vozes: Uma Viagem Ao Mundo dos Surdos
1995 — Um Antropólogo Em Marte
1997 — A Ilha dos Daltônicos
2001 — Memórias de Uma Infância Química
2002 — Oaxaca Jornal
2007 — Alucinações Musicais
2010 — O Olhar da Mente
2012 — A Mente Assombrada
2015 — Sempre Em Movimento


 

 


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