j-fowles1John Fowles

John Robert Fowles nasceu no dia 31 de março de 1926, na cidade de Leigh-on-Sea, Essex, Inglaterra. Morreu no dia 5 de novembro de 2005, na cidade de Lyme Regis, Dorset.

Frequentou a Bedford School e o New College de Oxford, onde recebeu o diploma de bacharel em artes. Empenhado em seguir a carreira no magistério, partiu para a França e, posteriormente, para a Grécia. Neste último país, trabalhou como professor entre 1951 e 1963. Contratado como professor de inglês para estrangeiros, retornou para Londres. Apaixonado por literatura e influenciado por escritores como George Eliot, Charles Dickens, Jane Austen, Guy de Maupassant, Scott Fitzgerald e Thomas Love Peacock, começou a escrever.

a-mulher-do-tenente-frances1Publicou o seu primeiro livro — “O Colecionador” — em 1963. O romance alcançou grande sucesso, tornando-se um best-seller em vários países. Narra a história de Frederick Clegg — um colecionador de borboletas e apagado funcionário público — que se torna de repente dono de uma fortuna, ao ganhar na loteria. Ele passa, então, a ter uma grande ambição: sequestrar e manter junto de si a bela Miranda, objeto da sua contemplação e sôfrego amor platônico. Adquire um grande casarão, adapta-o aos seus propósitos e parte para a ação. Numa noite chuvosa, sequestra a amada.

O personagem se defronta com sua presa. Tem ao seu favor unicamente a superioridade física e a determinação mórbida de manter o item da sua coleção junto de si. A moça ofusca e confunde o seu sequestrador, numa constante superioridade de caráter, sensibilidade, cultura e magnanimidade. Segundo a crítica, com notável coerência de estilo, o autor caracteriza os seus tipos: a linguagem de Clegg reflete a sua personalidade disforme, gritantemente medíocre, enquanto o estilo da sequestrada é ágil, nervoso, cheio de vitalidade. O sucesso do livro fez com que o escritor abandonasse o magistério. Publicou ainda “O Ariosto” em 1965, seguido do “O Mago” (1966) e “A Mulher do Tenente Francês” (1967). Com este último, ganhou o cobiçado W. H. Smith, prêmio concedido anualmente ao melhor autor britânico.


 

 


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