Gogol
NIKOLAI VASSILIEVITCH GOGOL nasceu no dia 1.º de abril de 1809 na cidade de Sorotchinsky na Ucrânia. Morreu no dia 21 de fevereiro de 1852 na cidade de Moscou na Rússia. De família patriarcal de cossacos, viveu até os doze anos na pequena propriedade paterna. A Ucrânia, com seu folclore, seria sua primeira fonte de inspiração. Em dezembro de 1821, mudou-se para São Peterburgo, com a intenção de conquistar a glória literária. Mas seu poema romântico “Hans Kuechelgarten”, que publicou em 1829 sob pseudônimo, foi mal acolhido pelos críticos. Descontente com isso e também com sua obra, queimou-a.
Pensou em emigrar para os Estados Unidos, mas não passou da Alemanha. Retornando para Moscou, foi obrigado a trabalhar como funcionário público. Em 1831 conseguiu a nomeação para o cargo de professor de história do Instituto Patriótico para Moças. Seu talento de prosador se revelou nas novelas “Vigílias da Ucrânia” (dois volumes em 1831 e 1832), inspiradas em canções e lendas da sua província natal. Professor de história da Idade Média na Universidade de São Petersburgo, pouco depois abandonou a cátedra e continuou a sua vida literária. Uma nova coleção de novelas — “Os Arabescos” (1835) — o credenciou como um autor de sucesso. Outras novelas foram unidas na coletânea “Mirgorod” (1835), obras de inspiração ucraniana.
Entre estas, a mais importante foi a “Taras Bulba”. Caiu em desgraça com as autoridades públicas com a publicação da peça “O Inspetor Geral” em 1836. A obra foi denunciada por inúmeros críticos como uma ofensa à ordem. O autor se defendeu: queria condenar os vícios, não as instituições. Mas se sentiu incompreendido, caluniado e traído por todos. Assim, exilou-se voluntariamente da Alemanha. Em setembro de 1841, quando acabara a primeira parte do romance “As Almas Mortas”, retornou à capital russa para publicá-lo. Mas suas esperanças logo se transformaram em raiva: o comitê moscovita de censura ao qual enviara o manuscrito o recusou. A publicação aconteceu apenas em 1842. Esse livro se tornou um clássico e o transformou num dos maiores escritores do Século 19. Deixou escritos dezesseis livros.
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