itamar-franco33aItamar Franco, um político irascível

Itamar Augusto Cautiero Franco nasceu no dia 28 de junho de 1930 durante uma viagem no Oceano Atlântico. O registro de nascimento dá como naturalidade a cidade de Salvador, Bahia. Morreu no dia 2 de julho de 2011, na cidade de São Paulo.

Bacharelou-se em engenharia civil eletrotécnica na Universidade Federal de Juiz de Fora, Minas Gerais, em 1955. Ingressou na carreira política em 1958 quando, filiado ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), foi candidato a vereador de Juiz de Fora e, posteriormente, em 1962, a vice-prefeito. Não obteve êxito nessas tentativas. Com o início do Regime Militar, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), elegendo-se prefeito de Juiz de Fora para o mandato de 1967-1971. Reeleito em 1972, renunciou ao cargo em 1974 para se candidatar, com sucesso, ao Senado Federal. Ganhou influência no partido. No início da década de 1980, com o pluripartidarismo restabelecido no país, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Em 1982, foi reeleito para o Senado Federal, defendendo a bandeira das Diretas-Já.

itamar-franco-ch1Votou no candidato oposicionista Tancredo Neves para presidente na eleição presidencial brasileira de 1985. Migrou para o Partido Liberal (PL) em 1986, ano em que concorreu ao governo de Minas Gerais, ocasião em que foi derrotado. Em 1988, uniu-se ao governador de Alagoas, Fernando Collor de Mello, para lançar uma candidatura à Presidência e à Vice-Presidência pelo Partido da Reconstrução Nacional (PRN). Eleitos, divergiu em muitos aspectos da política econômico-financeira, retirando-se do PRN e voltando ao PMDB em 1992. Seguindo o impeachment de Collor, assumiu a presidência da República em 29 de dezembro de 19923. Durante a sua incumbência, foi executado o Plano Real e outras medidas destinadas a conter a inflação e a acertar a economia.

itamar-franco collor1Trajetória política
1967-1972 — Prefeito de Juiz de Fora-MG
1975-1982 — Senador da República
1983-1989 — Senador da República
1990-1992 — Vice-Presidente da República
1992-1995 — Presidente da República
1999-2003 — Governador de Minas Gerais
2011-2011 — Senador da República

Confronto com o governo federal
Desde a sua passagem pela presidência da República, descobriu-se nele um político provinciano incapaz de captar o significado até de questões simples. Na fase de governador de Minas Gerais, descobriu-se um político muito mais complexo do ponto de vista psicológico. Ao bloqueio das contas do governo estadual pelo Banco Central para pagamento de dívidas externas, explodiu. Acusou o Governo Federal de “atos de hostilidade crescente contra o povo mineiro” e convocou o alto comando militar do estado para “ficar de prontidão”. Ele não se deu conta de que o calote da dívida de US$ 53 milhões seria dividido entre todos os brasileiros. No fim, o governo acabou adiantando o dinheiro para o Estado de Minas Gerais (Veja-17/02/1999).


 

 


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