Macunaíma
MACUNAÍMA foi lançado originalmente em 1928 com 283 páginas em 1928 na cidade de São Paulo. É considerada a obra-prima do escritor paulistano Mário de Andrade. Trata-se de uma rapsódia modernista que narra a saga de um herói indígena preguiçoso, malandro e sem caráter, nascido na Amazônia. Após perder o seu amuleto mágico (a muiraquitã) para o gigante comedor de gente Venceslau Pietro Pietra em São Paulo, o malandro vive diversas aventuras folclóricas e metamorfoses até a sua morte, quando se transforma na constelação da Ursa Maior. O Macunaíma foi apresentado como a síntese do brasileiro sem nenhum caráter e sexualmente ativo desde criança.
Para compor a obra, o Mário de Andrade partiu de uma lenda recolhida pelo etnógrafo alemão Theodor Kock Gruenberg durante uma visita aos índios pemon em Roraima no início do Século 20. A pesquisa científica, porém, é só o ponto de partida para uma notável peça de ficção que incorpora fortes marcas surrealistas. O texto tem uma estrutura irregular e linguagem coloquial. Na mitologia indígena, Macunaíma é um ser mitológico com poderes de transformação. Ele é considerado um herói tribal intrigante e, às vezes, malévolo. Andrade o transformou num “herói sem nenhum caráter”. Ele é preguiçoso, esperto, sensual e inconstante. Passa ao longo da trama por várias metamorfoses. O livro foi adaptado para o cinema em 1969 com o impagável Grande Otelo na pele do protagonista.
Autor
MÁRIO RAUL DE MORAIS ANDRADE nasceu no dia nove de outubro de 1893 e morreu no dia 25 de fevereiro de 1945 na cidade de São Paulo. O primeiro interesse na juventude foi a música. Formado no Conservatório Musical da capital paulista, tornou-se mesmo um pianista de renome. Na literatura, começou a carreira como poeta em 1917 com o lançamento do livro “Há Uma Gota de Sangue em Cada Poema”. Ganhou fama em 2022 com o livro “Pauliceia Desvairada”, o que o elevou ao posto de um dos líderes da Semana de Arte Moderna. A maior parte da obra dele é composta de poemas e ensaios. Lançou apenas dois romances. Antes do “Macunaíma” (1928), fez sucesso em 1927 com o livro “Amar, Verbo Intransitivo”.