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Cabarnes, o pastor da ilha virou sacerdote

Cabarnes, o pastor da ilha virou sacerdote

CABARNES — Pastor da Ilha de Paros, uma do Arquipélago das Cíclades na Grécia. Revelou à Deméter o nome do autor do rapto da Perséfone, a filha da deusa da vegetação com o deus supremo Zeus. O raptor foi o deus dos infernos Hades. Como recompensa, a deusa o encarregou do seu culto, fazendo-o sacerdote. Quando morreu, os habitantes de Paros instituíram festas em sua homenagem e mudaram o nome da ilha para Cabárnis. Na modernidade, a Ilha de Paros retomou o seu nome original. É um dos lugares turísticos mais famosos da Grécia. A ilha tem 196 quilômetros quadrados e 14.520 habitantes.
Fato do dia: Criação da Legião 1.ª Itálica

Fato do dia: Criação da Legião 1.ª Itálica

22/09/66 — Decreto assinado pelo imperador Nero Cláudio Germânico no dia 22 de setembro do ano 66 (há 1.960 anos) criou oficialmente a Legião I Itálica, uma unidade de elite do exército romano. O nome “itálica” veio do fato de seus primeiros soldados terem sido recrutados exclusivamente na Península Itálica. O imperador exigiu que todos os recrutas tivessem pelo menos 1,80 metro de altura. Ele planejava utilizar a legião numa campanha no oriente. Mas esse plano jamais foi colocado em prática. Assim, a legião acabou atuando apenas na península. No ano 69, ano dos quatro imperadores, a Itálica se aliou à Dinastia Flávia. A legião teve uma existência de quatro séculos. Clique no título.
Odhair Thristão: perfil

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ODHAIR THRISTÃO é jornalista e  bacharel em direito. Foi secretário municipal de Governo de Franca entre 2005 e 2008, chefe do controle interno da Prefeitura Municipal da mesma cidade entre 2005 e 2010 e secretário  adjunto de finanças entre 2009 e 2010.  Este site foi construído para discutir assuntos variados, em especial administração pública, cultura, esportes, personalidades, etc. Se o assunto não estiver na página frontal, procure-o com uma palavra-chave em “pesquisar”. Críticas, sugestões e correções são muito bem vindas. Clique no título para ver o perfil completo do autor.
Cabarnes, o pastor da ilha virou sacerdote
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Fato do dia: Criação da Legião 1.ª Itálica
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Odhair Thristão: perfil
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meu-pe p1Meu Pé de Laranja Lima
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Estreou em 100 salas de cinema do Brasil o novo filme baseado no romance do escritor carioca (nascido em Bangu) José Mauro de Vasconcelos, escrito em 1968. A obra atravessou fronteiras internacionais, foi traduzida em trinta e dois idiomas e virou até história em quadrinnos na Coreia do Sul. O garoto João Guilherme Ávila, filho do cantor sertanejo Leonardo, faz o protagonista Zezé, o menino que conversa com sua árvore de estimação e encontra na natureza dessa relação a atenção que não tinha no seio de uma família miseravelmente pobre.

O livro foi um dos mais lidos pela criançada do princípio dos anos 1970. O texto era comparado frequentemente a outros três romances muito recomendados na escola. O autor brasileiro conseguiu estabelecer uma paridade de interesse de leitura com obras de fôlego como “O Pequeno Príncipe”, de Antoine de Saint-Exupery, “Fernão Capelo Gaivota”, de Richard Bach, e “O Menino do Dedo Verde”, de Maurice Druon. A temática como uma ode romanceada de amor à natureza, presente nos três livros estrangeiros e em Meu Pé de Laranja Lima, já era uma abordagem experimentada pelo autor seis anos antes, no poético “Rosinha Minha Canoa”.

O Brasil estava em clima de conquista da Copa do Mundo, no México, quando o livro ganhou versões para cinema e para a televisão. Haroldo Botta encarnou o pequeno protagonista na trama de Ivani Ribeiro, exibida na saudosa TV Tupi a partir de setembro de 1970. Até mais do que a novela, em que pese o volume da audiência, o filme produzido pelo famoso estúdio Herbert Richers, fez o país inteiro lacrimar com a história do garotinho pobre que superava suas angústias e a miséria familiar conversando com uma árvore. Nos álbuns de figurinhas daqueles anos, principalmente da série “Cirandinha” e outros com ídolos da televisão, as imagens de Meu Pé de Laranja Lima eram cultuadas pela meninada, tanto as do filme quanto as da novela. O próprio livro foi um sucesso.

meu-pe in1Dez anos depois, já em 1980, a obra foi novamente adaptada para a televisão, e mais uma vez com a dramaturga paulista Ivani Ribeiro responsável pelo roteiro. O Zezé da TV Bandeirantes foi o jovem ator Alexandre Raymundo, em seu primeiro trabalho. Em 1998, a mesma TV Bandeirantes, já abreviada para Band, exibiu nova versão do romance com texto da carioca Ana Maria Mortetzsohn, uma cria dos núcleos noveleiros da TV Globo. O menino Caio Romei interpretou o imortal Zezé.

No mais novo remake cinematográfico, que promete repetir a popularidade histórica da obra, tem produção de Kátia Machado, roteiro de Marcos Bernstein (também é diretor) e Melanie Dimantas. Foi filmado em Cataguases (MG). No longa-metragem, que levou dez anos para ser concebido, o ator global e militante petista José de Abreu interpreta o rabugento e ao mesmo tempo bondoso Manuel Valadares, o Portuga, melhor amigo do garoto Zezé e sua maior referência lúdica. O papel já foi de Aurélio Teixeira, no filme de 1970, de Claudio Corrêa e Castro na novela do mesmo ano, de Dionísio Azevedo em 1980 e de Gianfrancesco Guarnieri em 1998. Menos dotado artisticamente do que todos eles, Zé de Abreu tem recebido bons elogios da crítica.

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