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Cabarnes, o pastor da ilha virou sacerdote

Cabarnes, o pastor da ilha virou sacerdote

CABARNES — Pastor da Ilha de Paros, uma do Arquipélago das Cíclades na Grécia. Revelou à Deméter o nome do autor do rapto da Perséfone, a filha da deusa da vegetação com o deus supremo Zeus. O raptor foi o deus dos infernos Hades. Como recompensa, a deusa o encarregou do seu culto, fazendo-o sacerdote. Quando morreu, os habitantes de Paros instituíram festas em sua homenagem e mudaram o nome da ilha para Cabárnis. Na modernidade, a Ilha de Paros retomou o seu nome original. É um dos lugares turísticos mais famosos da Grécia. A ilha tem 196 quilômetros quadrados e 14.520 habitantes.
Fato do dia: Terremoto no Cáucaso

Fato do dia: Terremoto no Cáucaso

30/09/1139 — Aconteceu no dia trinta de setembro de 1139 (há 887 anos) um terremoto de magnitude 7.7 nas Montanhas do Caúcaso, região situada no extremo sudeste da Europa. A cidade mais afetada foi Ganja (atual território do Azerbaijão), então pertencente ao Império Seljúcida. Registros históricos informam a morte de 230 a 300 mil pessoas. Historiadores modernos consideram que esses números são exagerados para a época, pois não há registros de uma população tão grande. De qualquer forma, o sismo foi catastrófico para o Império Seljúcida. Aproveitando-se da vulnerabilidade de Ganja, os georgianos invadiram a cidade e se apoderaram de diversos tesouros. Clique no título.
Odhair Thristão: perfil

Odhair Thristão: perfil

ODHAIR THRISTÃO é jornalista e  bacharel em direito. Foi secretário municipal de Governo de Franca entre 2005 e 2008, chefe do controle interno da Prefeitura Municipal da mesma cidade entre 2005 e 2010 e secretário  adjunto de finanças entre 2009 e 2010.  Este site foi construído para discutir assuntos variados, em especial administração pública, cultura, esportes, personalidades, etc. Se o assunto não estiver na página frontal, procure-o com uma palavra-chave em “pesquisar”. Críticas, sugestões e correções são muito bem vindas. Clique no título para ver o perfil completo do autor.
Cabarnes, o pastor da ilha virou sacerdote
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Fato do dia: Terremoto no Cáucaso
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Odhair Thristão: perfil
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macunaima1Macunaíma

01/01/2016 — A Editora Ateliê está mandando para as livrarias uma edição “quase artesanal” da obra “Macunaíma”, do escritor Mário de Andrade. Entre as páginas do romance, encontram-se, como espécies de pop-ups, ilustrações do desenhista Gustavo Piqueira. Essas ilustrações podem ser desdobradas para dialogar com o texto. A edição é limitada: apenas trezentos exemplares numerados. O desenhista ainda assina um posfácio, no qual revê a produção gráfica em torno do personagem. O volume é encerrado com um breve texto do professor José de Paula Ramos, doutor em Literatura Brasileira da USP. Ele fala sobre a origem e a sobrevida do clássico. “Macunaíma”, originalmente, foi lançado em 1928. Em 1969 foi adaptado para o cinema, com o Grande Otelo como protagonista.

grande-otelo macunaima1MACUNAÍMA — A personagem-título, um herói sem nenhum caráter (anti-herói), é um índio que representa o povo brasileiro, mostrando a atração pela cidade grande de São Paulo e pela máquina. A frase característica da personagem é “Ai, que preguiça!”A parte inicial da obra assim o caracteriza: “No fundo do mato-virgem nasceu Macunaíma, herói de nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite”. Escrita com verve cômica, o livro é considerado um indianismo moderno. Critica o Romantismo, utiliza os mitos indígenas, as lendas, provérbios do povo brasileiro e registra alguns aspectos do folclore do país até então pouco conhecidos. Possui estrutura inovadora. Não segue ordem cronológica e espacial. É uma obra surrealista, na qual se encontram aspectos ilógicos, fantasiosos e lendas.

mariodeandrade in1Na obra, o Mário de Andrade tenta escrever um romance que represente o multi-culturalismo brasileiro. Valoriza as raízes brasileiras e a linguagem dos brasileiros, buscando aproximar a língua escrita ao modo de falar paulistano. O autor tinha uma ideia de uma “gramatiquinha” brasileira que desvincularia o português do Brasil do falado em Portugal. Ao longo do texto são comuns as substituições de “se” por “si”, “cuspe” por “guste”, dentre outras. No episódio “Carta pras Icamiabas”, o escritor satiriza ainda mais o modo como a gramática manda escrever e como as pessoas efetivamente se comunicam. Aproveitando-se do artifício de uma carta escrita, Macunaíma escreve conforme a grafia arcaica de Portugal, explicitando a diferença das regras normativas arcaicas e da língua falada.

Perfil
Macunaíma
nasceu numa tribo amazônica. Lá passa a infância, mas não é uma criança igual às outras do lugar. É um menino mentiroso, traidor, pratica muitos atos incorretos, fala muitos palavrões, além de ser extremamente preguiçoso. Tem dois irmãos, Maanape e Jiguê. Vai vivendo assim a meninice. Cresce e se apaixona pela índia CI, A Mãe do Mato, seu único amor, que lhe deu um filho, um menino morto. Depois da morte da mulher, Macunaíma perde um amuleto que um dia ela havia lhe dado de presente. Era a pedra “muiraquitã”. Fica desesperado com essa perda, até que descobre que a pedra havia levada por um mascate peruano, que morava em São Paulo. Assim, junto com os irmãos, resolve ir atrás para recuperar o amuleto. Recuperada a pedra, ele volta para a sua tribo. Clique na imagem para acessar a biografia do Mário de Andrade.


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