Anelídeos
Também conhecidos como vermes anelares ou vermes segmentados. Trata-se de uma vasta categoria com mais de 17 mil espécies. Esses animais podem ser encontrados tanto em ambientes terrestres quanto aquáticos. São animais com simetria bilateral, triblásticos, celomados e invertebrados. Esse filo é dividido em dois grupos conhecidos como “Polychaeta” (poliquetas, vermes-espanadores e equiúros) e “Clitellata”, sendo este último constituído por Oligochaeta (minhocas) e Hirudinea (sanguessugas). A forma básica de um anelídeo é caracterizada por um corpo alongado, vermiforme e metamerizado.
Os anelídeos oferecem pouquíssimo ou nenhum perigo real ao ser humano. É muito comum confundi-los com outros tipos de vermes (como os platelmintos e nematelmintos), os quais causam doenças graves como a esquistossomose, a teníase ou a ancilostomíase (amarelão). Os anelídeos legítimos, porém, não transmitem doenças parasitárias diretamente aos humanos. Os primeiros animais pertencentes aos anelídeos foram formalmente classificados pelo naturalista sueco Carlos Lineu em 1758. No entanto, na época da célebre obra “Sistema Natural”, o cientista não os reconhecia como um grupo separado e os classificou dentro de uma categoria ampla e obsoleta chamada “vermes”. Quem separou os anelídeos dos “vermes” foi o naturalista francês João Batista Lamarck em 1832 na obra “Organização dos Corpos Vivos”.
Referência
CARLOS NILSSON LINEU nasceu no dia 23 de maio de 1707 na cidade de Råshult no Condado de Kronoberg na Suécia. Morreu no dia dez de janeiro de 1778 na cidade de Upsala. Começou a se interessar por ciência ainda criança. Com 17 anos de idade já era muito versado em animais e plantas. Escreveu diversas obras. A primeira — e a mais famosa —, a “Sistema Natural”, apareceu em 1735 quando tinha 28 anos. Esse livro é considerado um dos mais revolucionários da história da ciência. O livro funciona como um grande catálogo, cujo objetivo principal é organizar, classificar e dar nome a tudo o que existe no mundo natural.
