george-eliot1George Eliot

Pseudônimo de MARY ANN CROSS EVANS. Nasceu no dia 22 de novembro de 1819, na localidade de Warwickshire, Inglaterra. Morreu no dia 22 de dezembro de 1880, na cidade de Londres.

Desempenhou importante papel na evolução história do romance inglês. Embora seguindo a tradição realista de Henry Fielding, revelou profunda sinceridade ao introduzir no austero ambiente vitoriano um elemento inédito: o fim trágico, ao invés do costumeiro final feliz. Sua obra, entretanto, não revela claramente a corajosa atitude assumida pela mulher em sua vida particular. Enfrentando a sociedade inglesa de sua época, a autora decidiu viver com George Henry Lewes, um jornalista casado e com filhos. Ele a incentivou a escrever e dirigiu toda a sua carreira literária.

Foi ele quem escolheu o pseudônimo pelo qual ela se tornou conhecida. Em seus romances, no entanto, jamais conseguiu se libertar totalmente da influência vitoriana. Toda a sua literatura é marcada por forte consciência de responsabilidade moral. E é a esse aspecto que alguns críticos se apegam para defini-la como “antiquada”. Embora tivesse adotado o ateísmo racionalista, permaneceram nelas resíduos da educação religiosa. As esperanças do pai quanto à sua volta à religiosidade acabaram quando ela começou a traduzir do alemão a obra herética A Vida de Jesus, de David Friedrich Strauss, edição publicada anonimamente em 1846.

george-eliot2Com a morte do pai em 1849, resolveu fazer uma viagem pela Europa. De regresso ao seu país, consagrou-se à tradução — jamais terminada — da obra de Baruch Espinoza. Foi quando lhe propuseram entrar para a redação da Westminster Review, de tendência positivista e radical. Foi colaboradora da revista de 1851 a 1854. Traduziu, nesse tempo, a Essência do Cristianismo, de Ludwig Feuerbach, publicada em 1854. De formação intelectual profunda, chegou tardiamente ao romance. Em Cenas da Vida Clerical teve oportunidade de mostrar seus dons de contista afastada do texto amável e pitoresco, orientada para uma séria crítica da vida. Em Adam Bede, de 1859, a despeito do melodrama, acentua-se o estudo psicológico das personagens.

A maior inovação da autora como novelista foi evitar a grandiloquência sentimental. Com muita firmeza, salientava o sentido moral de suas histórias, geralmente sobre gente humilde e pouco importante. Destaca-se também o aspecto moral que domina Romola, de 1863, romance histórico preparado durante duas viagens à Itália. Retornando ao quadro familiar da Inglaterra vitoriana, publicou Félix Holt (1866), romance político, e Middlemarch (1867), considerado sua obra prima. É um panorama completo da existência numa cidade do interior do seu país por volta de 1830, onde se entrelaça a vida frustrada das personagens. Sua literatura apresenta forte tendência ao didatismo, dons de observação e humor. É, assim, considerada uma das pioneiras do romance moderno.

 

 


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