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A morte de Garcia Marquez, o colombiano Prêmio Nobel de Literatura de 1982

garcia-marquez1Garcia Marquez

17/04/2014 — Morreu na tarde desta quinta-feira, na Cidade do México, o escritor colombiano Gabriel García Márquez. Laureado com o Prêmio Nobel de Literatura de 1982, faleceu em casa, aos 87 anos. A notícia foi confirmada pelo Conselho Nacional da Cultura e das Artes, pela rede de televisão venezuelana Telesur e pelo jornal espanhol El País. Entre os seus livros mais conhecidos, destacam-se Cem Anos de Solidão e O Amor nos Tempos do Cólera. De acordo com as auditorias, estima-se que tenha vendido 1,5 milhão de livros no Brasil. Era um ferrenho comunista.

Gabriel José García Márquez nasceu no dia 6 de março de 1927, na cidade de Aracataca, Colômbia. Em janeiro de 1929, seus pais se mudaram para Barranquilla, mas ele permaneceu em sua cidade natal. Foi criado pelos avós maternos. Quando tinha oito anos, o avô morreu, passando então a morar com os pais. Estudou no Liceu Nacional de Zipaquirá em Barranquilla. Sua adolescência foi marcada pela leitura. Em 1947, mudou-se para Bogotá a fim de estudar Direito e Ciências Políticas na Universidade Nacional da Colômbia, mas abandonou os cursos antes da graduação. Em 1948, foi para Cartagena das Índias, onde iniciou a carreira de jornalista. É considerado pela crítica um dos autores mais importantes do século XX. Estima-se que tenha vendido mais de 40 milhões de livros ao redor do mundo.

cem-anos1Principais obras
1955 — Relato de Um Náufrago
1961 — Ninguém Escreve ao Coronel
1967 — Cem Anos de Solidão
1975 — O Outono do Patriarca
1981 — Crônica de Uma Morte Anunciada
1985 — O Amor Nos Tempos do Cólera
1989 — O General Em Seu Labirinto
1994 — Do Amor e Outros Demônios
2004 — Memórias de Minhas Putas Tristes

o-general-em-seu1Livro: O General Em Seu Labirinto
Lançamento no Brasil
: janeiro de 1990
Editora
: Record
Resenha
: Com o livro, o autor realizou um projeto antigo: reconstituir a vida de Simon Bolívar a partir de uma longa viagem que o líder revolucionário empreendeu em 1830, pouco antes de morrer. Ele compõe um retrato que nenhuma outra biografia ousou. Mostrou um Bolívar mulherengo e desbocado. Além disso, ele teria morrido tuberculoso e frustrado em seu ideal de unir a América Latina.


 


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