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Sai no Brasil o romance intimista “Uma Confissão”, do russo Léon Tolstói

uma-confissao1Uma Confissão

19/05/2017 — Em 1879, o autor Léon Tosltói estava vivendo um turbilhão sentimental. Ele questionava o sentido da vida e nutria pendências suicidas. Foi nessas circunstâncias que ele escreveu a obra “Uma Confissão”, que está sendo lançada no Brasil pela Editora Mundo Cristão. A narrativa dessa crise e a busca por respostas são apresentadas, de maneira autêntica e não menos comovente, em tradução do prestigiado romancista Rubens Figueiredo. Numa busca de respostas para o sentido da vida, o russo se detém na questão da fé: como ela se forma, como ela se perde, de onde ela vem. Tolstói relata a sua experiência de maneira direta, dia a dia, passo a passo, observando a transformação dos seus sentimentos e pensamentos mais íntimos, ao mesmo tempo em que examina, com olhar crítico, tudo que se passa à sua volta.

contos-completos-tolstoi1Contos Completos
19/09/2015 — Está chegando às livrarias brasileiras os “Contos Completos” do russo Leon Tolstoi. É uma caixa com três volumes em capa dura e mais de duas mil páginas, que reúne 260 histórias, escritas entre 1850 e 1910. A preparação desse lançamento custou ao tradutor Rubens Figueiredo três anos de trabalho. Os textos estão agrupados em ordem cronológica. Por eles, pode-se traçar um retrato do autor russo num período de sessenta anos. Os textos do primeiro volume são os mais longos. O segundo se concentra nos contos pedagógicos do escritor, chamadas de “fábulas morais”. O terceiro volume abrange os últimos escritos (1885-1910), quando o autor defendia uma vida ascética e rejeitava os bens matériais.

tolstoi1Lev Nikolaievitch Tolstói nasceu no dia 9 de setembro de 1828, na cidade de Iásnaia Polyana, Rússia. Morreu no dia 20 de novembro de 1910, na cidade de Astapovo. Filho de uma família de latifundiários da alta aristocracia, foi educado em casa por professores particulares. Sua formação intelectual foi adquirida no contato direto com os livros, longe das escolas. Depois dos primeiros estudos, dentro dos moldes da cultura francesa do século XVIII, estudou três anos na Universidade de Kazan, onde se graduou em direito e em línguas orientais. Desiludido como convencionalismo do ensino acadêmico, voltou para casa e atirou-se por conta própria a uma apaixonada pesquisa filosófica.

Do período universitário restaria, contudo, a profunda influência das ideias de Jean-Jacques Rosseau. Entre os seus trabalhos iniciais, três são autobiográficos: “A História da Minha Infância” (1852), “Adolescência” (1854) e “Mocidade” (1857). Entre o segundo e o terceiro, intercala-se “A Manhã de Um Fidalgo” (1856), romance inspirado pelos ideais e frustrações interiores do seu tempo de juventude. Em 1851, alistou-se no exército e partiu para o Cáucaso. Lá, contemplou o magnífico cenário das aldeias cossacas, sua vida primitiva e intensa. Participou, também, de caçadas e expedições contra as tribos montanhesas. As experiências da vida militar originaram os livros “A Incursão” (1853), “A Derrubada da Floresta” (1855) e “Os Cossacos” (1862).

anna-karenina12aDesencadeada a Guerra da Crimeia (1854-1856), solicitou transferência para a zona de combate, participando do sítio à cidade de Sebatopol. Esse fato foi descrito na obra “Narrativas de Sebastopol” (1856). Encerrada a guerra, abandonou as armas e voltou a São Petersburgo e, depois, à aldeia natal. Em 1857, esteve na França, na Suíça e na Alemanha. De volta à Rússia, dedicou-se a atividades pedagógicas. Fundou uma escola para camponeses, baseada na moderna educação progressiva. Casou-se com a condessa Sofia Anreivna Bers, em 1862. Foram quinze anos de paz interior, que dividiu entre uma ativa produção literária, a dedicação à família e a administração da propriedade paterna.

As obras “Guerra e Paz” (1864-1869) e Anna Karenina (1873-1877) marcaram o ápice da sua carreira. Entre 1878 e 1879, passou por uma grande crise religiosa, vivendo momentos de misticismo alternados com a negação da fé. Atacou severamente a igreja ortodoxa no “Crítica da Teologia Dogmática” (1879) e propôs, como fórmula mais autêntica, a volta às escrituras em dois livros: “Concordância e Tradução das Escrituras” (1881) e “Em Que Consiste Minha Fé” (1883). Seus últimos trabalhos foram: “A Morte de Ivan Ilitch” (1886), “Sonata a Kreutzer” (1889), “A Luz Que Brilha Na Escuridão” (1891), “O Que É a Arte” (1896), “Ressurreição” (1899) e “Hadji Murad” (1904). “Anna Karenina” foi várias vezes adaptada para o cinema. O último exemplar é de 2012, no qual a heroína foi vivida pela atriz Keyra Knightley.



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