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Chega às livrarias “Ossos de Eco, uma obra do Samuel Beckett

ossos-de-eco15aSamuel Beckett

09/11/2015 — Já está nas livrarias a obra “Ossos de Eco”, do Samuel Beckett. O livro foi lançado pela editora Biblioteca Azul, tem 152 páginas e tradução do Rogério W. Galindo. Segundo a crítica, essa é uma das obras mais representativas da prosa em ficção escrita pelo irlandês em toda a sua carreira literária. É um conto, escrito para fazer parte de uma coletânea lançada nos anos de 1930. Mas o editor julgou o conteúdo “bizarro demais” e o deixou de fora da edição final. O livro só seria publicado em 2014. O texto faz referências a outras obras, como “A Divina Comédia”, do Dante Alighieri, e “A Origem das Espécies”, do Charles Darwin. Embora não seja recomendado par iniciantes, o livro é imprescindível em qualquer biblioteca.

s-beckett-ap1Samuel Beckett nasceu no dia 13 de abril de 1906, na cidade de Dublin, Irlanda. Morreu no dia 22 de dezembro, na cidade de Paris, França. Filho de uma família burguesa e protestante, formou-se em literatura moderna. Depois de trabalhar como professor na sua cidade natal, mudou-se para Paris, a capital francesa, para se dedicar à literatura. Transformou-se ao longo dos anos num dos autores teatrais mais festejados do mundo. Escreveu, ao todo, 21 peças, além de 20 romances e novelas. Também escreveu ensaios, poesias e roteiros para o cinema e para o rádio. A crítica especializada o considera um radical inovador do teatro moderno. Pelo conjunto da obra, ganhou o Nobel de Literatura em 1969. O texto mais aplaudido da sua vasta obra é “Esperando Godot”, escrito em 1949.

fim-de-partida ap1Fim de Partida”
20/03/2002 — Chegou às livrarias brasileiras a obra “Fim de Partida”, do Samuel Beckett. Trata-se de um doloroso diálogo entre Hamm, misto de ditador fracassado e artista frustrado, e Clob, seu serviçal. O primeiro está cego e paralítico. O segundo tem uma estranha enfermidade que o impede de sentar. Na trama, ocasionalmente, aparecem outros dois mutilados: Nagg e Nell, pais de Hamm, que vivem dentro de latas de lixo. Os quatro personagens dividem um abrigo, refugiados de uma terra devastada, que Clob espia com uma luneta. Encenada pela primeira vez em 1957, a peça teatral é, segundo a crítica, o trabalho mais acabado do dramaturgo irlandês. Não há ideologia visível no autor. Por isso, é inútil procurar chaves simbólicas para os diálogos dos personagens.

primeiro-amor ap1Primeiro Amor”
12/05/2004 — Escrita em 1945, mas publicada apenas em 1970, essa foi a primeira obra que o Samuel Beckett compôs em francês. Nessa edição elegante, o texto ocupa apenas as páginas pares. As ímpares trazem expressivas manchas negras desenhadas pela tradutora Célia Euvado. É um texto muito curto (trinta e duas páginas). Ideal para ler de uma só vez. Mas é também uma novela perturbadora, capaz de devastar qualquer ilusão romântica, não obstante a sugestão do título. O leitor termina o livro sem saber se o protagonista — um tipo desgarrado que se envolve com uma prostituta — é uma vítima ou um monstro. A edição é uma iniciativa da Editora Cosac & Naif.

esperando-godot ap1Esperando Godot”
19/10/2005 — Escrita em 1949, “Esperando Godot”, do Samuel Beckett, demorou quatro anos para chegar ao palco. Nesse período, foi sistematicamente recusada por editoras e encenadores. Eles não viam motivos para apostar num texto em que nada ocorre. Exceto numa época e espaço indefinidos em que os vagabundos Estragon e Vladimir falam sobre coisas sem a menor importância enquanto aguardam, diante de um árvore seca, a chegada do tal Godot. Embora ninguém desse nada pela peça, desde que estreou num pequeno teatro de Paris, em 1953, o texto foi reconhecido como uma revolução no gênero dramático. Ele é considerado pela crítica contemporânea uma parábola sobre a existência humana, em sua busca incessante por algo que lhe dê sentido. Tornou-se a obra-prima do autor.

Novelas”
13/12/2016 — O filósofo alemão Theodor Adorno comparou os personagens do Samuel Beckett a “moscas debatendo-se depois que o mata-moscas as esmagou só pela metade”. A expressão sintetiza a situação existencial das peças mais célebres do autor irlandês, como “Esperando Godot” e “Fim de Partida”. E define também perfeitamente o herói das “O Expulso”, “O Calmante” e “O Fim”, as três histórias incluídas no volume “Novelas”. Trata-se de um mendigo expulso do seu asilo. Ele anda sem rumo por uma cidade indefinida. “Já não sei quando morri”, diz o personagem no início da história “O Calmante”. De acordo com a crítica, Beckett constrói nessas histórias curtas o mesmo universo desolador que caracteriza as suas peças teatrais.



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